30.12.05
Retrospectando
Penúltimo dia do ano...
Estou vendo um programa na tv e chorando...
Chorando um pouco de tristeza por rever tantas tragédias
E chorando de alegria com emoções felizes ainda maiores...
E eu penso em mim e no meu 2005
E eu derramo algumas poucas lágrimas pelas coisas e pessoas que perdi esse ano
E derramo lágrimas mais intensas, sorridentes e felizes pelas coisas e pessoas que ganhei
E foram tantas...
E eu agradeço...
E peço paz!
Sim, uma leve melancolia
Não, nada de tristezas ou sentimentos ruins
Só coisas boas nesse momento
Talvez um trisquinho de drama...
É a saudade
É a minha eterna busca por melhoramentos
É a tranqüilidade que estou sentindo
É o agradecimento por todas essas pessoas aí em baixo e por mais algumas
É a vontade de crescer sempre como pessoa
É perdoando a mim mesma por tudo o que não acertei fazer
É a certeza de que não vou estagnar, estou sempre indo...
É a vida!
É sim, aquele trisquinho de drama
É o fim do ano que me afeta de tal forma...
É a felicidade que me acompanha sempre
É o futuro chegando
É a certeza
É 2006 aí
É a vida!
FELIZ ANO NOVO!!!!!!
29.12.05
And the oscar goes to...
E 2006 se aproxima...
E eu queria fazer alguns agradecimentos imprescindíveis por situações que marcaram a minha vida esse ano. Eu não vou falar o nome de todas as pessoas que são importantes pra mim, isso seria uma tarefa impossível, mas vou citar pessoas que, neste ano, contribuíram em muito pra minha vida, para o meu crescimento e para grandes momentos. Muitos já são verdadeiros e antigos amigos, outros nem tanto (espero que se tornem), mas tiveram papéis inquestionáveis pra mim em 2005!
Ah, e não existe ordem de importância aqui... hehehehe. Cada um que se interessar que leia o seu! Hehehe.
Tanto tempo sem escrever no meu bloguinho, que nem sei como começar. Senti saudades. Os antigos comentários se apagaram, espero que um dia eles voltem, heheh.
Me sinto com mais liberdade que sempre, e isso ajuda a ter inspiração e escrever. Adoro ficar viajando aqui. Sou melhor com as palavras escritas do que com as faladas. Por isso peço desculpas se falei besteiras demais esse ano (eu falo muitas). E faço tb... hehehe
Bom, lá se vão os agradecimentos de 2005, espero não esquecer ninguém:
*
*
.DEUS, não pra ser clichê, mas por acreditar! Por me permitir ser feliz, enxergar a vida (principalmente meus erros e acertos), perdoar (a mim mesma e aos que, consciente ou não, me magoaram) e recomeçar sempre. Agradeço pela vida e pelas chances. Agradeço por perceber! Agradeço por saber amar e fazê-lo. Agradeço por ter existido nesse ano e tb por ter na minha vida cada uma dessas pessoas que vou citar abaixo. Obrigada! Sempre!
.BORRÃO, por se fazer sempre constante, amigo, leal, generoso, forte (mesmo sem saber) e por me fazer uma pessoa melhor e mais livre. Ele tem sempre a melhor e a mais profunda conversa e me proporciona as mais lindas surpresas. As palavras me faltam para falar de Eduardo Galindo. Ele me tira as amarras, me dá twix, me fala as coisas e me entende (ou pelo menos tenta e respeita). Além de ser um exemplo de grande amigo, pessoa, caráter, honestidade, confiança, conhecimento, cultura, povo, confidente, presença, apoio, consciência, sorriso, colo, palavras soltas e os melhores telefonemas. Fico feliz quando ele me liga pra não dizer nada, ou quando ele só liga pra dizer que sentiu saudade ou quando ele liga pra falar besteira, ou quando ele só fala “opa”, e até mesmo quando ele telefona pra brigar comigo ou pra falar coisas sérias. Borra me ensina muito! Só sei que te amão!
.MATHEUS, por sua tranqüilidade, carinho, dedicação e competência na sua profissão. Por não ser apenas um terapeuta e sim uma pessoa que quer o bem e faz isso porque gosta. Ele me olha desconfiado, me faz rir, me deixa a vontade, me fala coisas duras, lê a minha sorte, hehehehe, me ajuda a me direcionar e me transmite energia da melhor qualidade. Foi muito bom voltar! E esse ano de 2006 vai ser melhor ainda!
.GOSTEI, por ser amigo sempre, com aquele eterno sorriso pacato, gentil e fiel. Ele sempre tem palavras suaves e uma voz doce e serena. Eu o admiro muito e agradeço por ser tão compreensivo com todos, por fazer questão da minha presença sempre, pelo seu olhar inteligente que diz muito, por ser bom e entender tudo em todos os momentos, por me chamar de gostosa (heheheeh), por ser lindo por dentro (mais do que por fora, o que é uma coisa quase inacreditável), por existir. Eu te amo, cara! Ele é de uma paz invejável...
.JULI, por ter me dado um dos melhores presentes do ano... um afilhado lindo, esperto, educado, amoroso e feliz. Eu me sinto tão responsável por tudo isso... Obrigada mesmo, Cumade. Ela tem sempre uma palavra amiga e um abraço terno, saudoso e do bem. Agradeço por ela ser assim comigo e por ter feito Bruno existir na minha vida de forma mais especial do que já era, agora é como um filho. A família Galindo bombando na minha existência! Hehehehe
.OR, por ter feito eu me sentir tão essencial, por ter me proporcionado os melhores momentos, as melhores palavras, os mais puros sentimentos, os mais doces sorrisos e os mais loucos desejos. Isso tudo num espaço de tempo tão mínimo, mas que marcaram para uma eternidade. Ele está gravado em mim... Me fez ver novos horizontes, novos sons, novas idéias, novas cores, novas músicas e novos planos (principalmente o plano de dar sempre o melhor de mim pra tudo, de ser livre e de viver mais intensamente e loucamente sem culpas). Eu não mudaria nem um milímetro do curso desta minha vida se corresse o risco de não encontrá-lo nessa existência... Obrigada pelas cartas lindas e pelo telefonema do nada, só pra me dizer que fui e sou importante pra vc. Isso é muito sério e também faz com que eu me sinta responsável por tudo que aconteceu... O carinho não tem distância e o fato de saber que vc me quer bem me deixa feliz. You’re so fucking special...
.ROGÉRIO, por ter reaparecido na minha vida de forma louca, mas importantíssima. Ele me fez enxergar coisas que eu mascarava insistentemente em nome de qualquer sentimento que ruiu, ou seja, que não era de valor. Foi tudo muito turbulento, mas no início ele me fez relembrar épocas, carnavais e pessoas que fizeram parte da minha história e ele me proporcionou boas gargalhadas no msn. Mas depois descobrimos outros elos e assim ele também me causou uma dor muito forte e necessária (a dor de ver o cruel mundo real... fake plastic trees... e de sentir nojo disso). Mas era preciso, eu aprendi, e isso tudo foi seguido de um imenso sentimento de paz, bem-estar e alívio. O sentimento da consciência tranqüila! Hehehe. Rogério, você não tem noção de como me ajudou, mesmo nas horas em que foi rude, ali eu precisei! Você me fez ter mais ainda a certeza de que nada acontece por acaso e que muitas pessoas entram em nossas vidas com objetivos já traçados. Tudo se movimentou depois daquele show e daquela chave, hehehehe! Ah, obrigada pelas pegadinhas infames e cretinas que você me faz, provando que eu sou lenta mesmo! Hehehe. Eu te desejo paz em 2006, junto com aquele sorriso lindo, expansivo, sincero e sem maquiagem que eu já comentei com você. Desculpa qualquer coisa e obrigada pelas palavras fortes e do bem! O que passou, passou... e, ta bom, eu divido 2006 com você! 2006 é nosso! Hehehehe
E eu queria fazer alguns agradecimentos imprescindíveis por situações que marcaram a minha vida esse ano. Eu não vou falar o nome de todas as pessoas que são importantes pra mim, isso seria uma tarefa impossível, mas vou citar pessoas que, neste ano, contribuíram em muito pra minha vida, para o meu crescimento e para grandes momentos. Muitos já são verdadeiros e antigos amigos, outros nem tanto (espero que se tornem), mas tiveram papéis inquestionáveis pra mim em 2005!
Ah, e não existe ordem de importância aqui... hehehehe. Cada um que se interessar que leia o seu! Hehehe.
Tanto tempo sem escrever no meu bloguinho, que nem sei como começar. Senti saudades. Os antigos comentários se apagaram, espero que um dia eles voltem, heheh.
Me sinto com mais liberdade que sempre, e isso ajuda a ter inspiração e escrever. Adoro ficar viajando aqui. Sou melhor com as palavras escritas do que com as faladas. Por isso peço desculpas se falei besteiras demais esse ano (eu falo muitas). E faço tb... hehehe
Bom, lá se vão os agradecimentos de 2005, espero não esquecer ninguém:
*
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.DEUS, não pra ser clichê, mas por acreditar! Por me permitir ser feliz, enxergar a vida (principalmente meus erros e acertos), perdoar (a mim mesma e aos que, consciente ou não, me magoaram) e recomeçar sempre. Agradeço pela vida e pelas chances. Agradeço por perceber! Agradeço por saber amar e fazê-lo. Agradeço por ter existido nesse ano e tb por ter na minha vida cada uma dessas pessoas que vou citar abaixo. Obrigada! Sempre!
.BORRÃO, por se fazer sempre constante, amigo, leal, generoso, forte (mesmo sem saber) e por me fazer uma pessoa melhor e mais livre. Ele tem sempre a melhor e a mais profunda conversa e me proporciona as mais lindas surpresas. As palavras me faltam para falar de Eduardo Galindo. Ele me tira as amarras, me dá twix, me fala as coisas e me entende (ou pelo menos tenta e respeita). Além de ser um exemplo de grande amigo, pessoa, caráter, honestidade, confiança, conhecimento, cultura, povo, confidente, presença, apoio, consciência, sorriso, colo, palavras soltas e os melhores telefonemas. Fico feliz quando ele me liga pra não dizer nada, ou quando ele só liga pra dizer que sentiu saudade ou quando ele liga pra falar besteira, ou quando ele só fala “opa”, e até mesmo quando ele telefona pra brigar comigo ou pra falar coisas sérias. Borra me ensina muito! Só sei que te amão!
.MATHEUS, por sua tranqüilidade, carinho, dedicação e competência na sua profissão. Por não ser apenas um terapeuta e sim uma pessoa que quer o bem e faz isso porque gosta. Ele me olha desconfiado, me faz rir, me deixa a vontade, me fala coisas duras, lê a minha sorte, hehehehe, me ajuda a me direcionar e me transmite energia da melhor qualidade. Foi muito bom voltar! E esse ano de 2006 vai ser melhor ainda!
.GOSTEI, por ser amigo sempre, com aquele eterno sorriso pacato, gentil e fiel. Ele sempre tem palavras suaves e uma voz doce e serena. Eu o admiro muito e agradeço por ser tão compreensivo com todos, por fazer questão da minha presença sempre, pelo seu olhar inteligente que diz muito, por ser bom e entender tudo em todos os momentos, por me chamar de gostosa (heheheeh), por ser lindo por dentro (mais do que por fora, o que é uma coisa quase inacreditável), por existir. Eu te amo, cara! Ele é de uma paz invejável...
.JULI, por ter me dado um dos melhores presentes do ano... um afilhado lindo, esperto, educado, amoroso e feliz. Eu me sinto tão responsável por tudo isso... Obrigada mesmo, Cumade. Ela tem sempre uma palavra amiga e um abraço terno, saudoso e do bem. Agradeço por ela ser assim comigo e por ter feito Bruno existir na minha vida de forma mais especial do que já era, agora é como um filho. A família Galindo bombando na minha existência! Hehehehe
.OR, por ter feito eu me sentir tão essencial, por ter me proporcionado os melhores momentos, as melhores palavras, os mais puros sentimentos, os mais doces sorrisos e os mais loucos desejos. Isso tudo num espaço de tempo tão mínimo, mas que marcaram para uma eternidade. Ele está gravado em mim... Me fez ver novos horizontes, novos sons, novas idéias, novas cores, novas músicas e novos planos (principalmente o plano de dar sempre o melhor de mim pra tudo, de ser livre e de viver mais intensamente e loucamente sem culpas). Eu não mudaria nem um milímetro do curso desta minha vida se corresse o risco de não encontrá-lo nessa existência... Obrigada pelas cartas lindas e pelo telefonema do nada, só pra me dizer que fui e sou importante pra vc. Isso é muito sério e também faz com que eu me sinta responsável por tudo que aconteceu... O carinho não tem distância e o fato de saber que vc me quer bem me deixa feliz. You’re so fucking special...
.ROGÉRIO, por ter reaparecido na minha vida de forma louca, mas importantíssima. Ele me fez enxergar coisas que eu mascarava insistentemente em nome de qualquer sentimento que ruiu, ou seja, que não era de valor. Foi tudo muito turbulento, mas no início ele me fez relembrar épocas, carnavais e pessoas que fizeram parte da minha história e ele me proporcionou boas gargalhadas no msn. Mas depois descobrimos outros elos e assim ele também me causou uma dor muito forte e necessária (a dor de ver o cruel mundo real... fake plastic trees... e de sentir nojo disso). Mas era preciso, eu aprendi, e isso tudo foi seguido de um imenso sentimento de paz, bem-estar e alívio. O sentimento da consciência tranqüila! Hehehe. Rogério, você não tem noção de como me ajudou, mesmo nas horas em que foi rude, ali eu precisei! Você me fez ter mais ainda a certeza de que nada acontece por acaso e que muitas pessoas entram em nossas vidas com objetivos já traçados. Tudo se movimentou depois daquele show e daquela chave, hehehehe! Ah, obrigada pelas pegadinhas infames e cretinas que você me faz, provando que eu sou lenta mesmo! Hehehe. Eu te desejo paz em 2006, junto com aquele sorriso lindo, expansivo, sincero e sem maquiagem que eu já comentei com você. Desculpa qualquer coisa e obrigada pelas palavras fortes e do bem! O que passou, passou... e, ta bom, eu divido 2006 com você! 2006 é nosso! Hehehehe
.EDU, pelas noites de internet, por ser tão puro, por me defender, por acreditar em mim, por ser legal, por ser do bem! Ele tem uma inteligência emocional incrível e merece ser muito feliz! Adoro você, Du. Que Deus te ilumine sempre e muito obrigada mesmo por ser tão legal comigo!
.YAEL, por ter me feito ver que eu gosto de meninas, que o bem-querer é universal e que o mundo é um só e tão pequeno. Ela é linda demais, doce demais e me deu a certeza de que eu estou, de alguma forma, conectada com o lado de lá. Não vou esquecer nunca a minha Nini. Ela ajudou a iluminar o meu 2005, comoveu toda a minha família, emocionou meu pai e foi uma filha pra minha mãe em tão pouco tempo. Nos falamos pouco hoje em dia por vários motivos, e muitos desses é falha minha, mas sinto saudades e um amor bem grande por ela. Representou muito!
.LAURA, por ter me convencido a ir em busca de um sonho, por ter compartilhado grandes momentos de expectativa, por ter sido uma ouvinte atenta antes de dormir, pela meiguice, pelo companheirismo numa viagem tão curta e tão importante, pelo amor e respeito que tem pelas pessoas, por namorar meu amigo divertido, por fingir que não tava com medo do avião, pelos amendoinszinhos que ela pediu bis e me doou (hehehe), por não me fazer sentir uma lerda e preguiçosa sozinha (hehehehe), por me contar várias coisas, por ter se permitido me conhecer melhor e se deixar ser mais conhecida por mim, por ser sincera e por tantas coisas que eu espero que só aumentem no ano que vem. Juro que da próxima vez iremos à galeria ouro fino. Espero que estejamos ricas daqui pra lá! Hehehehehe!
.ANA, por ter sido uma amiga linda e presente, por ser guerreira, por desabafar comigo e também ouvir meus lamentos chatíssimos, por participar e se mostrar interessada em tudo, por me avisar do perigo sempre, pelas ligações de madrugada pra falar de pequenos detalhes que nos alegram, por não passar a mão na minha cabeça, por entender que às vezes eu falo besteiras na hora da raiva e também por saber que tudo isso passa, por ter consciência de que somos lindas e do bem (heheheh), por ter sempre uma palavra confortável, por me ajudar a enxergar, por ficar goiaba comigo (hehehe) e por não ter me dado uma surra quando eu dei um banho de cerveja no carro dela... energia é tudo mesmo, amiga. Você se tornou muito importante!
.PRISCILA, amiga de séculos e provavelmente de outras vidas. Me ajudou, me indicou, me apresentou pessoas que eu começo a amar, me mostra sempre o valor da família, está sempre do lado do bem, é forte e decidida. Ela é exemplo de coisas boas, sempre! A gente é tão diferente, mas existe tanta confiança que isso não atrapalha. Obrigada por tudo, Pri, e principalmente por compartilhar comigo seus momentos de dor e por enxugar minhas lágrimas quando precisei. Você sabe da sua importância na minha vida. E minha casa, é sua casa! Mas não abuse! Hehehehe
.FAMÍLIA, que é a base. Meus pais! Nem sempre o referencial em idéias e pontos-de-vistas, porém o referencial em força. É o maior alicerce de sustentação e segurança pra mim. Minha casa, meu porto seguro. Minha família é linda e o melhor, se ama. Ninguém passa aperto tendo uma família e amigos como os meus. Hehehehehe
.BETA, por estar ligada a mim há mais de 20 anos. Por ser doce, inocente, risonha, amiga, positiva, leal, etc, etc. Este ano convivemos pouco fisicamente falando, mas estávamos sempre conectadas, não só pelo pensamento, como pelo também pelo celular! Ehehehe. Sempre mesmo! Obrigada pelas ligações intermináveis que eram recheadas de lágrimas, gargalhadas e das melhores sensações de amizade (vc me deu prejuízos imensos, hehehe). Mas valia sempre a pena, porque ouvir aquela vozinha suave me reconfortava. E sempre terminávamos com um “eu te amo”. E amo!
.PAULO, porque o tenho como exemplo de grandes emoções, coragem, talento, determinação, alegria e inteligência. Ele aprende sozinho, ele busca, ele age! Obrigada pelos filmes, pelo almoço, por me ensinar mais sobre outros mundos, pelos conselhos, por dividir as emoções e por ser tão fiel a você mesmo e aos seus amigos verdadeiros! Te admiro demais, principalmente por você ser esse homem cheio de atitudes. Quando ele acredita, ele luta. E ele é muito show! Te adoro! Vamos nos ver mais ano que vem. Você é incrível.
.LILI, por sempre abrir a sua casa, sua vida e sua família como se fosse minha, por me ligar quando está furiosa, quando tem problemas, quando está contente, quando toma decisões e quando não tem o que falar e só diz “e aí, bonitinha, cadê você?!” hehehehe. Porque eu me meto na vida dela e ela na minha sem medo, e a gente chora, mas fala o que pensa. Obrigada por me ouvir quando eu estou triste e por me dar os conselhos e as sentenças mais simples, absurdas e geniais, como: “fica assim não bonitinha, manda tomar no cu”, “mas é um viado mesmo”, “deixa lá, tem mais é que se fuder” ou “todo castigo pra corno é pouco”. Caramba, eu amo isso! Hehehehehehehehe! Obrigada por existir, por compartilhar, por ser linda, por esses tantos anos, por ser tão minha amiga, por me fazer rir, por ter essa dicção não intendível que me diverte e que só piorou com esse aparelho (ehehehe), e pelos seus nãnãnãs, claro! Heheheheeheh. Amo!
.SUSU e MARI, que me proporcionaram um dos momentos mais felizes de 2005... nosso reencontro. Amo vocês demais. Não só por serem lindas, sinceras e amorosas, mas por provarem que amizade verdadeira não se rompe com o tempo nem com a distância, são inabaláveis. Reencontrar vocês foi e é como voltar a ser criança. Somos a nossa história e o saudosismo é inevitável. Que sorte a minha! Amo muito vocês. E Mari, que bom tê-la de volta e que linda é sua filha! Lindas!!!!!!!
.TIAGO, que esteve sempre presente de forma saudável, que me traz a energia boa do mundo de lá, as melhores e as mais alegres lembranças. Obrigada por me apontar o brilho das estrelas quando eu estou sem bateria, por me aquecer quando eu sinto frio, por não deixar que eu me sinta só, por me ouvir, por ser anjo, por ser amigo mesmo em outra dimensão, por estar tão perto mesmo estando longe e por me mostrar a luz sempre que preciso. A você, Ti, o meu amor eterno.
.IRMÃOS lindos, Beto e Guto, pelo carinho e laços de sangue e afeto, e também pela dedicação e preocupação com o nosso teimoso papai que se delicia e se enche de orgulho cada vez que nos vê reunido em volta da mesa. Amor de irmãos! Irmãos!
*
*
Eu tenho sorte com amigos bons, e agradeço por isso! Tem vários que não foram citados porque não foram tão presentes em 2005. Mas que são eternos e foram presentes em outras épocas, e eu os amo muito, e eles me fazem bem só por existirem e por eu saber que estão ali se eu precisar. Eu também não fui presente para muito deles. Essa história de ficar adulto e ter obrigações é um saco!
Por isso, Alice, Penna, Joana, Lipe, Renatinha, Rodrigo, Ivie, Gil, Dudá, Dimas, Cris, Rick, Carol, Jana, Quinha, Mi, Cela, Pá, Bruno, Bacau, galera da rua e agregados, os jacobinenses, entre outros... enfim, não pensem que esqueci de vocês não, quero vê-los mais no ano que vem porque vocês fazem parte da minha vida, da minha história e eu os amo muito!
OBRIGADA! E que 2006 só nos traga paz, alegrias e boas energias. E amor sempre!
U huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
.YAEL, por ter me feito ver que eu gosto de meninas, que o bem-querer é universal e que o mundo é um só e tão pequeno. Ela é linda demais, doce demais e me deu a certeza de que eu estou, de alguma forma, conectada com o lado de lá. Não vou esquecer nunca a minha Nini. Ela ajudou a iluminar o meu 2005, comoveu toda a minha família, emocionou meu pai e foi uma filha pra minha mãe em tão pouco tempo. Nos falamos pouco hoje em dia por vários motivos, e muitos desses é falha minha, mas sinto saudades e um amor bem grande por ela. Representou muito!
.LAURA, por ter me convencido a ir em busca de um sonho, por ter compartilhado grandes momentos de expectativa, por ter sido uma ouvinte atenta antes de dormir, pela meiguice, pelo companheirismo numa viagem tão curta e tão importante, pelo amor e respeito que tem pelas pessoas, por namorar meu amigo divertido, por fingir que não tava com medo do avião, pelos amendoinszinhos que ela pediu bis e me doou (hehehe), por não me fazer sentir uma lerda e preguiçosa sozinha (hehehehe), por me contar várias coisas, por ter se permitido me conhecer melhor e se deixar ser mais conhecida por mim, por ser sincera e por tantas coisas que eu espero que só aumentem no ano que vem. Juro que da próxima vez iremos à galeria ouro fino. Espero que estejamos ricas daqui pra lá! Hehehehehe!
.ANA, por ter sido uma amiga linda e presente, por ser guerreira, por desabafar comigo e também ouvir meus lamentos chatíssimos, por participar e se mostrar interessada em tudo, por me avisar do perigo sempre, pelas ligações de madrugada pra falar de pequenos detalhes que nos alegram, por não passar a mão na minha cabeça, por entender que às vezes eu falo besteiras na hora da raiva e também por saber que tudo isso passa, por ter consciência de que somos lindas e do bem (heheheh), por ter sempre uma palavra confortável, por me ajudar a enxergar, por ficar goiaba comigo (hehehe) e por não ter me dado uma surra quando eu dei um banho de cerveja no carro dela... energia é tudo mesmo, amiga. Você se tornou muito importante!
.PRISCILA, amiga de séculos e provavelmente de outras vidas. Me ajudou, me indicou, me apresentou pessoas que eu começo a amar, me mostra sempre o valor da família, está sempre do lado do bem, é forte e decidida. Ela é exemplo de coisas boas, sempre! A gente é tão diferente, mas existe tanta confiança que isso não atrapalha. Obrigada por tudo, Pri, e principalmente por compartilhar comigo seus momentos de dor e por enxugar minhas lágrimas quando precisei. Você sabe da sua importância na minha vida. E minha casa, é sua casa! Mas não abuse! Hehehehe
.FAMÍLIA, que é a base. Meus pais! Nem sempre o referencial em idéias e pontos-de-vistas, porém o referencial em força. É o maior alicerce de sustentação e segurança pra mim. Minha casa, meu porto seguro. Minha família é linda e o melhor, se ama. Ninguém passa aperto tendo uma família e amigos como os meus. Hehehehehe
.BETA, por estar ligada a mim há mais de 20 anos. Por ser doce, inocente, risonha, amiga, positiva, leal, etc, etc. Este ano convivemos pouco fisicamente falando, mas estávamos sempre conectadas, não só pelo pensamento, como pelo também pelo celular! Ehehehe. Sempre mesmo! Obrigada pelas ligações intermináveis que eram recheadas de lágrimas, gargalhadas e das melhores sensações de amizade (vc me deu prejuízos imensos, hehehe). Mas valia sempre a pena, porque ouvir aquela vozinha suave me reconfortava. E sempre terminávamos com um “eu te amo”. E amo!
.PAULO, porque o tenho como exemplo de grandes emoções, coragem, talento, determinação, alegria e inteligência. Ele aprende sozinho, ele busca, ele age! Obrigada pelos filmes, pelo almoço, por me ensinar mais sobre outros mundos, pelos conselhos, por dividir as emoções e por ser tão fiel a você mesmo e aos seus amigos verdadeiros! Te admiro demais, principalmente por você ser esse homem cheio de atitudes. Quando ele acredita, ele luta. E ele é muito show! Te adoro! Vamos nos ver mais ano que vem. Você é incrível.
.LILI, por sempre abrir a sua casa, sua vida e sua família como se fosse minha, por me ligar quando está furiosa, quando tem problemas, quando está contente, quando toma decisões e quando não tem o que falar e só diz “e aí, bonitinha, cadê você?!” hehehehe. Porque eu me meto na vida dela e ela na minha sem medo, e a gente chora, mas fala o que pensa. Obrigada por me ouvir quando eu estou triste e por me dar os conselhos e as sentenças mais simples, absurdas e geniais, como: “fica assim não bonitinha, manda tomar no cu”, “mas é um viado mesmo”, “deixa lá, tem mais é que se fuder” ou “todo castigo pra corno é pouco”. Caramba, eu amo isso! Hehehehehehehehe! Obrigada por existir, por compartilhar, por ser linda, por esses tantos anos, por ser tão minha amiga, por me fazer rir, por ter essa dicção não intendível que me diverte e que só piorou com esse aparelho (ehehehe), e pelos seus nãnãnãs, claro! Heheheheeheh. Amo!
.SUSU e MARI, que me proporcionaram um dos momentos mais felizes de 2005... nosso reencontro. Amo vocês demais. Não só por serem lindas, sinceras e amorosas, mas por provarem que amizade verdadeira não se rompe com o tempo nem com a distância, são inabaláveis. Reencontrar vocês foi e é como voltar a ser criança. Somos a nossa história e o saudosismo é inevitável. Que sorte a minha! Amo muito vocês. E Mari, que bom tê-la de volta e que linda é sua filha! Lindas!!!!!!!
.TIAGO, que esteve sempre presente de forma saudável, que me traz a energia boa do mundo de lá, as melhores e as mais alegres lembranças. Obrigada por me apontar o brilho das estrelas quando eu estou sem bateria, por me aquecer quando eu sinto frio, por não deixar que eu me sinta só, por me ouvir, por ser anjo, por ser amigo mesmo em outra dimensão, por estar tão perto mesmo estando longe e por me mostrar a luz sempre que preciso. A você, Ti, o meu amor eterno.
.IRMÃOS lindos, Beto e Guto, pelo carinho e laços de sangue e afeto, e também pela dedicação e preocupação com o nosso teimoso papai que se delicia e se enche de orgulho cada vez que nos vê reunido em volta da mesa. Amor de irmãos! Irmãos!
*
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Eu tenho sorte com amigos bons, e agradeço por isso! Tem vários que não foram citados porque não foram tão presentes em 2005. Mas que são eternos e foram presentes em outras épocas, e eu os amo muito, e eles me fazem bem só por existirem e por eu saber que estão ali se eu precisar. Eu também não fui presente para muito deles. Essa história de ficar adulto e ter obrigações é um saco!
Por isso, Alice, Penna, Joana, Lipe, Renatinha, Rodrigo, Ivie, Gil, Dudá, Dimas, Cris, Rick, Carol, Jana, Quinha, Mi, Cela, Pá, Bruno, Bacau, galera da rua e agregados, os jacobinenses, entre outros... enfim, não pensem que esqueci de vocês não, quero vê-los mais no ano que vem porque vocês fazem parte da minha vida, da minha história e eu os amo muito!
OBRIGADA! E que 2006 só nos traga paz, alegrias e boas energias. E amor sempre!
U huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
13.2.05
Fake Plastic Trees
Tem horas que tudo na vida soa falso. Tudo aquilo que você acreditava, tudo aquilo que você tinha como verdade, tudo aquilo que você achava que era certo. Amor, amigos, idéias, posições, circunstância, tudo. A culpa é de quem?
De ninguém. Na verdade não eram falsos, porque eram acreditados. Talvez agora o sejam, porque são conhecidos. É muito estranho. A tendência é que, com o passar do tempo, tudo fique mais forte e sólido. É o que se deseja quando se acredita, mas que só acontece quando é de verdade realmente.
Hoje eu acordei me questionando sobre tudo isso. E novamente quis escrever sobre a vida e o que penso de algumas situações. Talvez ninguém me entenda. Heheheeh. Sou confusa! Tudo está sempre mudando, e a minha cabeça, tentando acompanhar esse processo.
Pensar...
Bem, isso tem seu lado positivo e seu lado negativo, é claro. Como tudo no mundo. O positivo está principalmente na possibilidade de mudanças. O fato de que na vida sempre acontecem coisas incríveis e que cada momento pode ser transformado em brilho. É incrível como algumas pessoas conseguem ver e sentir as coisas de diferentes formas. Isso me faz ter a certeza de que os sonhos podem ser alcançados sempre. E eu estou sempre sonhando. Romântica... =} Alguém me fez ver o quanto eu sou romântica com a vida. E eu já amo essa pessoa só por isso.
O lado negativo é que, outras coisas vão sendo vista com menor intensidade de valor e adquirem (ou não) outras prioridades. E isso dói! Muito! Dói porque dói mudar. Dói quando você começa a ver as coisas com olhos mais desconfiados. Dói quando você já não tem tanta certeza sobre o caráter daquela pessoa para quem você abriu as portas da sua casa. Dói quando você percebe que o emprego que você tem, não é mais aquele que você sonhou. Dói quando você descobre que não conhece a pessoa que você mais achava que conhecia. Dói quando seu melhor amigo lhe falta, e você só precisava segurar sua mão, assim como ele fez com a sua quando estava num momento não tão bom. Dói quando você descobre que a pessoa que você mais amava (ou achava que amava) não é aquela que chega junto e, na verdade, ela pertence a um mundo diferente e muito mais glamuroso que o que você deseja e vive (e tudo aquilo que você planejou quando estavam unidos, virou uma simples bola de sabão, porque suas felicidades não possuem a mesma base, como você acreditava que era). E quando tudo aquilo que o outro desprezava, agora se torna comum na vida dele porque você já não está perto? Dói quando algo deixa de ser especial. Dói quando sua família pergunta por aquele alguém que compartilhava a sua cama e você tem vergonha de dizer que não quer mais ver e não sente falta dessa pessoa, mesmo sabendo que ela foi, e é, importante pra você. Ah, vários exemplos de dor...
Mas de repente algo acontece e você se pergunta: será que vale a pena? Vale gastar sua energia com isso tudo? Hehehehe. E aí você descobre que sentir dor é legal. Porque quando você fica consciente das coisas a mágoa deixa de existir, a dor passa, tudo se renova, e você se torna aberto para novas coisas, novos ciclos e uma nova vida! De repente um simples momento faz você ver que estava lutando por coisas que acreditava, mas que na verdade, eram de papel. E a chuva derreteu. Outras eram de plástico, continuam ali, esperando 100 anos para a reciclagem, porque renovar é muito complicado. Remar contra a maré... Isso é louco, choca, mas é bom. Faz crescer. E como dói...
E então você chega num beco sem saída: ou muda, ou continua na vida medíocre que a maioria das pessoas acreditam verdadeira. Mudar não é nada fácil. Mas empurrar as coisas com a barriga tendo consciência do que está fazendo, é mil vezes mais difícil e depressivo.
Drogas... melhor não experimentar. Assim é a vida real! Às vezes é melhor não querer conhecê-la. Heheheheehe. Mais loucuras da minha cabeça maluquinha? Nahhhh, nunca me senti tão lúcida! Eu não quero ser mais sábia que ninguém, e não sou. Adoro aprender, e busco isso. São apenas as minhas viagens. Meu blog foi feito pra isso. É o que sinto.
Eu luto pelo que acredito. E eu não acredito em somente aquilo que é belo. Se há exatamente um ano atrás eu não larguei tudo e sumi, foi porque tive dúvidas. Pode crer! E não tenho o menor arrependimento de não ter ido. Pelo contrário. Sabia que havia de lutar pelas coisas que eu acreditava aqui, eram mais importantes pra mim. Eu vivi e vivo contos de fadas! Sei que sou racional até demais. Mas sei aproveitar o momento sem precisar ir de encontro a minha natureza. E talvez por isso, tudo seja tão especial. E surpreendentemente eu sou mais emotiva que racional! Mas isso é só pra quem me conhece de verdade.
Então eu fiquei... e mais uma vez lutei por outras coisas, porque tinha de fazer isso... amigos, amores, trabalhos, posições, idéias. Sem arrependimentos novamente!
Sobre elas? Umas estão mais fortes a cada dia. Outras... quem souber me conta! Hehehehehe. É a vida real! Fiz porque achei que era o certo. Acreditava. Achei que eram mais fortes que qualquer ação do tempo. As que permaneceram são as razões pelas quais a vida vale a pena ser vivida em grupo e compartilhada. E outras razões surgiram. Hoje conheço melhor algumas coisas e continuo lutando por outras (as que não me deram motivos para questionamentos e certezas para desistência). E mais uma vez... amigos, amores, situações, pontos-de-vistas. Adoro tudo, é fantástico! É isso. Jamais disse “eu te amo” sem estar realmente sentindo, o que me tira o peso da falsidade das costas.
Não é nada fácil acordar. Até hoje algumas lembranças ainda me fazem sentir melancolia. A culpa é do costume, que faz do homem um ser inerte e “impensante”. A comodidade é muitas vezes relaxante. Não é bom tomar consciência daquilo que pode não ser da forma que se acha que é... ninguém quer sentir essa dor. E por isso a bola de sabão pode ser a melhor morada. E quanto mais ela sobe, mais frágil e arriscada fica. E maior a queda.
Hahahahahahaha, ok, eu posso não estar certa, nem preciso. Já disse, são minhas viagens. Não desejo nada de ruim pra ninguém, apesar de achar tudo isso genial de certa forma. Não estou, não sou e não pretendo nunca ser uma pessoa amarga. Tento não mais guardar certas mágoas (ainda em fase de tentativa, que fique claro). Nada disso é direcionado a ninguém e os exemplos não necessariamente estão acontecendo na minha vida. Estou apenas ouvindo radiohead e me sentindo alegre e introspectiva como as canções de Gonzaguinha. E olha que nem ta dando vontade de cortar os pulsos! Hehehehehehehehehehehehe =D
Pensar nisso tudo me faz bem. Rever e analisar as situações que vivi, também. O mundo plástico me deu belíssimos e inesquecíveis momentos, principalmente quando eu acreditei que ele era real. Nesse momento não me faz falta, apesar de amá-lo do meu jeito. Mais tarde vou ter consciência do que hoje é de plástico. É necessário tempo, só ele mostra. E às vezes eu estou impaciente. Hehehehe. A bola de sabão é eterna. São muitas, de várias cores, tipos e tamanhos, para vários momentos, pessoas, circunstância e ocasiões. Ainda não sei qual é a atual situação que amanhã servirá para mim como referência de desenho animado, com seus traços e personagens. Mas sei que ela virá. É a bola da vez. E eu espero estar preparada para sair dela quando tomar consciência que ela existe. E ela existe. Vai sempre existir. Porque é a vida. E é bonita, é bonita e é bonita!
=)
De ninguém. Na verdade não eram falsos, porque eram acreditados. Talvez agora o sejam, porque são conhecidos. É muito estranho. A tendência é que, com o passar do tempo, tudo fique mais forte e sólido. É o que se deseja quando se acredita, mas que só acontece quando é de verdade realmente.
Hoje eu acordei me questionando sobre tudo isso. E novamente quis escrever sobre a vida e o que penso de algumas situações. Talvez ninguém me entenda. Heheheeh. Sou confusa! Tudo está sempre mudando, e a minha cabeça, tentando acompanhar esse processo.
Pensar...
Bem, isso tem seu lado positivo e seu lado negativo, é claro. Como tudo no mundo. O positivo está principalmente na possibilidade de mudanças. O fato de que na vida sempre acontecem coisas incríveis e que cada momento pode ser transformado em brilho. É incrível como algumas pessoas conseguem ver e sentir as coisas de diferentes formas. Isso me faz ter a certeza de que os sonhos podem ser alcançados sempre. E eu estou sempre sonhando. Romântica... =} Alguém me fez ver o quanto eu sou romântica com a vida. E eu já amo essa pessoa só por isso.
O lado negativo é que, outras coisas vão sendo vista com menor intensidade de valor e adquirem (ou não) outras prioridades. E isso dói! Muito! Dói porque dói mudar. Dói quando você começa a ver as coisas com olhos mais desconfiados. Dói quando você já não tem tanta certeza sobre o caráter daquela pessoa para quem você abriu as portas da sua casa. Dói quando você percebe que o emprego que você tem, não é mais aquele que você sonhou. Dói quando você descobre que não conhece a pessoa que você mais achava que conhecia. Dói quando seu melhor amigo lhe falta, e você só precisava segurar sua mão, assim como ele fez com a sua quando estava num momento não tão bom. Dói quando você descobre que a pessoa que você mais amava (ou achava que amava) não é aquela que chega junto e, na verdade, ela pertence a um mundo diferente e muito mais glamuroso que o que você deseja e vive (e tudo aquilo que você planejou quando estavam unidos, virou uma simples bola de sabão, porque suas felicidades não possuem a mesma base, como você acreditava que era). E quando tudo aquilo que o outro desprezava, agora se torna comum na vida dele porque você já não está perto? Dói quando algo deixa de ser especial. Dói quando sua família pergunta por aquele alguém que compartilhava a sua cama e você tem vergonha de dizer que não quer mais ver e não sente falta dessa pessoa, mesmo sabendo que ela foi, e é, importante pra você. Ah, vários exemplos de dor...
Mas de repente algo acontece e você se pergunta: será que vale a pena? Vale gastar sua energia com isso tudo? Hehehehe. E aí você descobre que sentir dor é legal. Porque quando você fica consciente das coisas a mágoa deixa de existir, a dor passa, tudo se renova, e você se torna aberto para novas coisas, novos ciclos e uma nova vida! De repente um simples momento faz você ver que estava lutando por coisas que acreditava, mas que na verdade, eram de papel. E a chuva derreteu. Outras eram de plástico, continuam ali, esperando 100 anos para a reciclagem, porque renovar é muito complicado. Remar contra a maré... Isso é louco, choca, mas é bom. Faz crescer. E como dói...
E então você chega num beco sem saída: ou muda, ou continua na vida medíocre que a maioria das pessoas acreditam verdadeira. Mudar não é nada fácil. Mas empurrar as coisas com a barriga tendo consciência do que está fazendo, é mil vezes mais difícil e depressivo.
Drogas... melhor não experimentar. Assim é a vida real! Às vezes é melhor não querer conhecê-la. Heheheheehe. Mais loucuras da minha cabeça maluquinha? Nahhhh, nunca me senti tão lúcida! Eu não quero ser mais sábia que ninguém, e não sou. Adoro aprender, e busco isso. São apenas as minhas viagens. Meu blog foi feito pra isso. É o que sinto.
Eu luto pelo que acredito. E eu não acredito em somente aquilo que é belo. Se há exatamente um ano atrás eu não larguei tudo e sumi, foi porque tive dúvidas. Pode crer! E não tenho o menor arrependimento de não ter ido. Pelo contrário. Sabia que havia de lutar pelas coisas que eu acreditava aqui, eram mais importantes pra mim. Eu vivi e vivo contos de fadas! Sei que sou racional até demais. Mas sei aproveitar o momento sem precisar ir de encontro a minha natureza. E talvez por isso, tudo seja tão especial. E surpreendentemente eu sou mais emotiva que racional! Mas isso é só pra quem me conhece de verdade.
Então eu fiquei... e mais uma vez lutei por outras coisas, porque tinha de fazer isso... amigos, amores, trabalhos, posições, idéias. Sem arrependimentos novamente!
Sobre elas? Umas estão mais fortes a cada dia. Outras... quem souber me conta! Hehehehehe. É a vida real! Fiz porque achei que era o certo. Acreditava. Achei que eram mais fortes que qualquer ação do tempo. As que permaneceram são as razões pelas quais a vida vale a pena ser vivida em grupo e compartilhada. E outras razões surgiram. Hoje conheço melhor algumas coisas e continuo lutando por outras (as que não me deram motivos para questionamentos e certezas para desistência). E mais uma vez... amigos, amores, situações, pontos-de-vistas. Adoro tudo, é fantástico! É isso. Jamais disse “eu te amo” sem estar realmente sentindo, o que me tira o peso da falsidade das costas.
Não é nada fácil acordar. Até hoje algumas lembranças ainda me fazem sentir melancolia. A culpa é do costume, que faz do homem um ser inerte e “impensante”. A comodidade é muitas vezes relaxante. Não é bom tomar consciência daquilo que pode não ser da forma que se acha que é... ninguém quer sentir essa dor. E por isso a bola de sabão pode ser a melhor morada. E quanto mais ela sobe, mais frágil e arriscada fica. E maior a queda.
Hahahahahahaha, ok, eu posso não estar certa, nem preciso. Já disse, são minhas viagens. Não desejo nada de ruim pra ninguém, apesar de achar tudo isso genial de certa forma. Não estou, não sou e não pretendo nunca ser uma pessoa amarga. Tento não mais guardar certas mágoas (ainda em fase de tentativa, que fique claro). Nada disso é direcionado a ninguém e os exemplos não necessariamente estão acontecendo na minha vida. Estou apenas ouvindo radiohead e me sentindo alegre e introspectiva como as canções de Gonzaguinha. E olha que nem ta dando vontade de cortar os pulsos! Hehehehehehehehehehehehe =D
Pensar nisso tudo me faz bem. Rever e analisar as situações que vivi, também. O mundo plástico me deu belíssimos e inesquecíveis momentos, principalmente quando eu acreditei que ele era real. Nesse momento não me faz falta, apesar de amá-lo do meu jeito. Mais tarde vou ter consciência do que hoje é de plástico. É necessário tempo, só ele mostra. E às vezes eu estou impaciente. Hehehehe. A bola de sabão é eterna. São muitas, de várias cores, tipos e tamanhos, para vários momentos, pessoas, circunstância e ocasiões. Ainda não sei qual é a atual situação que amanhã servirá para mim como referência de desenho animado, com seus traços e personagens. Mas sei que ela virá. É a bola da vez. E eu espero estar preparada para sair dela quando tomar consciência que ela existe. E ela existe. Vai sempre existir. Porque é a vida. E é bonita, é bonita e é bonita!
=)
26.1.05
26.10.04
Eu pago pau pra Los Hermanos. E assumo! Mas pago ainda mais pros meus amigos
Eu sempre disse que não curtia blogs em forma de diário. Minha intenção quando criei esse, era registrar meus pensamentos abstratos e não falar do dia-a-dia, citando nomes e transformando ele numa agenda. Mas tive que rever isso...
Ontem foi um dia muito doido. Fiquei pensando numa conversa que eu tive com a namorada de um amigo meu em relação aos textos desse blog. Isso me deixou confusa. É muito estranho saber que as coisas que eu escrevi (que pra mim não passam de viagens e teorias malucas) causam um certo efeito em alguém. Mas o mais interessante é que, o que ela me falou causou um impacto grande em mim, com sensações variadas que vão desde um senso de responsabilidade pelo que escrevo, até a gratidão por quem entende, passando é claro, pelo medo, pelo susto e pela dúvida. Fiquei preocupada, emocionada e feliz.
Enquanto pensava em tudo isso, continuava ansiosa para ver o show de uma banda que eu adoro. É foda assumir isso, mesmo porque odeio fanatismo e tietagem, além de não me encaixar nesse perfil. Mas eu pago pau pra Los Hermanos! O mais chato é que é quase impossível descrever a sensação que a banda me provoca, sem parecer uma relação de fã exagerada. E não é. Eu só sei que eles são bons. São poetas fantásticos e músicos geniais. Além de tudo isso, tem Amarante, que é vesgo!!! Amo! Eu o acho vesgo e pronto! <3
O show foi lindo, redondo, sem erros. Eu fiquei extasiada, cantei, pulei, vibrei e me emocionei. Também parei do nada e me peguei pensando: será que eles são do jeito que as músicas deles me fazem pensar que eles são??? Não importa. Na verdade não são eles e sim o que representam, que faz a diferença. São pessoas normais e que escrevem belas letras, por isso, passíveis de erros, dificuldades e inseguranças. E realmente são capazes de emocionar. Achei que na hora que fosse tocar “Fingi na hora rir”, eu fosse chorar (hehehe), mas eles não tocaram. Pensei o mesmo quando fosse rolar “Último romance”, mas, apesar de linda, não me fez chorar. Mas no meio do show, quando começou “A outra”, meu olho encheu de água. Eu sempre gostei dessa música, mas só dessa vez ela me fez bambear e eu não entendo o porque. Na verdade eu sei, acho que é porque ela me fez lembrar do amor e eu ganhei um abraço amigo, que me pareceu sincero, por ter feito uma declaração. Demonstração de carinho que a música me proporcionou. Isso fez com que eu me indagasse: será que eles sentem essa sensação de espanto e responsabilidade com o que a música deles pode proporcionar em alguém? Hehehe. Talvez. Eu sei que é mais uma viagem louca, mas ontem eu dormi com um nó na cabeça.
Os gritos do público e o fato da banda estar virando mania me incomodam um pouco. Sei lá, mas tinha muita gente ali que não curte rock, não tem noção do que é uma música bem feita e passam a impressão de terem decorado todo o cd só para gritar as músicas dos novos queridinhos da mídia. Posso até estar falando besteira, mesmo porque, sem dúvida, é genial para a banda ver a casa cheia, independente se estão ali porque gostam ou porque a tv está elogiando. Mas eu sei que o fato deles estarem virando seres idealizados e provocadores de histeria me deixa um pouco chateada. É quase um ciúme, talvez por ter a ousadia de achar que gosto mais que muita gente que estava ali se descabelando. E eu lá, apenas admirando. Hehehehe ridículo, concordo. Mas não importa, são as minhas viagens.
Eu sei é que estava lotado e foi excepcional pra mim, mais uma vez! =D Depois de Los Hermanos começou Scambo. Tipo, a banda mudou pra caramba desde a época que eu vi. Quando entraram no palco com o vocalista performático e suas versões com arranjos indiscutíveis eu vi que a Bahia não dá valor ao que tem. Os caras são rock. É excelente! Eu prefiro o tipo de letra e som que Los Hermanos fazem, mas em termos de profissionalismo, a Scambo não deixa nada a desejar. E sem dúvidas eles passam pra alguém a emoção que Amarante e Camelo (juntamente com a banda, claro) passam pra mim. Resumindo: foi um dinheiro muito bem empregado.
Depois do show fui parar no Rio Vermelho com um casal de amigos que eu amo. Caramba, que coisa louca! Normalmente eu não faria isso... sair de “vela”, mas tive vontade de ir. Paramos no bom e velho Nhô Caldos. E depois de estarmos sentados e com a cerveja a caminho, num estalo, resolveu-se mudar de bar. Fomos para o beco do França e... quem lá estava, sentado com amigos, bebendo e comendo como uma pessoa normal? Quem? Amarante! Lindo! Vesguinho! Aiai (suspiros) <3
Não conseguia manter a concentração em mais nada. Fiquei tensa, roí as unhas, comi amendoins freneticamente, mas não levantei do lugar. Odeio incomodar. E além de tudo, não iria conseguir passar pra ele o que eu acho sem parecer mais uma fã, e isso não me deixaria realizada. Na verdade eu poderia dizer: - oi, adoro o trabalho de vocês, curti o show, foi muito legal! --- Mas, e daí? Isso ele sabe e teve a certeza com o entusiasmo da galera lá.
Na verdade o que eu acho da banda não é nada demais: eles são bons pra caramba, tem letras lindas e que me dizem alguma coisa. Mas o que importa isso? É totalmente sem exageros... Então é sem graça! O fato é que é sincero. E isso sim, pra mim, tem importância. Eu não estava no show porque eles são famosos e sim porque eles me emocionam. Acho isso profundo e importante. Sei lá, tô viajando, mas aquela histeria toda no show me incomodou. =/
Coloquei essas idéias na mesa com meus amigos e isso gerou uma conversa extremamente excitante. Enquanto debatíamos, eu observava as pessoas pedindo autógrafos e tirando fotos com Amarante na mesa da frente. Como será que ele reagiria se ouvisse de alguém que depois de ler com atenção o que ele escreve, passou a gostar mais dele??? Me soa forte demais. Ele já deve ter ouvido, né? Isso engrandece e causa perplexidade para mim. Queria saber a reação dele... mas não, não era o que eu falaria pra ele. Foi apenas um pensamento relembrando a conversa com a namorada do meu amigo.
O papo na mesa ia ficando cada vez mais polêmico e interessante e eu ia ficando cada vez menos distraída com a presença de Amarante ali. Ele foi no banheiro. Opa! Era a hora! Podia parar e falar com ele... mas, o que? Era apenas um cara normal que provavelmente sente vontade de fazer pipi e não iria entender o que eu queria dizer. Então melhor ficar calada e cada vez mais expondo minhas idéias na mesa. Relação fã-ídolo, importâncias de vida, bandas, som, internet, amizade, crítica, gentileza, sensibilidade, convivência, cuidado, foram temas abordados, onde falamos o que achávamos disso tudo com o coração aberto. Talvez eu nunca tenha me exposto tanto numa mesa de bar, e isso me surpreendeu.
Minha cabeça deu um nó! Conversamos muito e foi legal. Eu acreditava que eram meus amigos que estavam ali e isso me tranqüilizava. Me sentia segura até quando o tema da vez era insegurança, dúvidas e medos. Percebi ainda mais que às vezes sou intransigente. Sei que tenho uma personalidade difícil e muitas vezes não dou opiniões porque elas tendem a virar polêmicas (isso inclusive foi comprovado num pedaço de mapa-astral que esse amigo me deu hehehehehe). Mas foi válido, divertido e muito proveitoso. Ah, e foi muito bom falar sobre música também. O mais interessante é que tinham “representantes” de três bandas do rock baiano (hehehehehe). Isso foi engraçado. Falamos de sonhos, oportunidades, do cenário, da Los Canos, Vinil 69, A Grande Abóbora, Los Hermanos, das bandas em geral, do sentimento que todas passam, das emoções, dos integrantes... opa! Cadê Amarante??? Foi embora que eu nem vi... =/ hehehehehe
Caramba... duas e meia da manhã. Era hora de ir pra casa. Eu estava ainda com um nó na cabeça causado por tudo isso, causado pela conversa, causado pelo show, causado pelo meu dia. Mas esse nó já não doía... nem sempre eu tenho as teorias e as idéias prontas. É sempre bom ter algo pra organizar!
=D
Ontem foi um dia muito doido. Fiquei pensando numa conversa que eu tive com a namorada de um amigo meu em relação aos textos desse blog. Isso me deixou confusa. É muito estranho saber que as coisas que eu escrevi (que pra mim não passam de viagens e teorias malucas) causam um certo efeito em alguém. Mas o mais interessante é que, o que ela me falou causou um impacto grande em mim, com sensações variadas que vão desde um senso de responsabilidade pelo que escrevo, até a gratidão por quem entende, passando é claro, pelo medo, pelo susto e pela dúvida. Fiquei preocupada, emocionada e feliz.
Enquanto pensava em tudo isso, continuava ansiosa para ver o show de uma banda que eu adoro. É foda assumir isso, mesmo porque odeio fanatismo e tietagem, além de não me encaixar nesse perfil. Mas eu pago pau pra Los Hermanos! O mais chato é que é quase impossível descrever a sensação que a banda me provoca, sem parecer uma relação de fã exagerada. E não é. Eu só sei que eles são bons. São poetas fantásticos e músicos geniais. Além de tudo isso, tem Amarante, que é vesgo!!! Amo! Eu o acho vesgo e pronto! <3
O show foi lindo, redondo, sem erros. Eu fiquei extasiada, cantei, pulei, vibrei e me emocionei. Também parei do nada e me peguei pensando: será que eles são do jeito que as músicas deles me fazem pensar que eles são??? Não importa. Na verdade não são eles e sim o que representam, que faz a diferença. São pessoas normais e que escrevem belas letras, por isso, passíveis de erros, dificuldades e inseguranças. E realmente são capazes de emocionar. Achei que na hora que fosse tocar “Fingi na hora rir”, eu fosse chorar (hehehe), mas eles não tocaram. Pensei o mesmo quando fosse rolar “Último romance”, mas, apesar de linda, não me fez chorar. Mas no meio do show, quando começou “A outra”, meu olho encheu de água. Eu sempre gostei dessa música, mas só dessa vez ela me fez bambear e eu não entendo o porque. Na verdade eu sei, acho que é porque ela me fez lembrar do amor e eu ganhei um abraço amigo, que me pareceu sincero, por ter feito uma declaração. Demonstração de carinho que a música me proporcionou. Isso fez com que eu me indagasse: será que eles sentem essa sensação de espanto e responsabilidade com o que a música deles pode proporcionar em alguém? Hehehe. Talvez. Eu sei que é mais uma viagem louca, mas ontem eu dormi com um nó na cabeça.
Os gritos do público e o fato da banda estar virando mania me incomodam um pouco. Sei lá, mas tinha muita gente ali que não curte rock, não tem noção do que é uma música bem feita e passam a impressão de terem decorado todo o cd só para gritar as músicas dos novos queridinhos da mídia. Posso até estar falando besteira, mesmo porque, sem dúvida, é genial para a banda ver a casa cheia, independente se estão ali porque gostam ou porque a tv está elogiando. Mas eu sei que o fato deles estarem virando seres idealizados e provocadores de histeria me deixa um pouco chateada. É quase um ciúme, talvez por ter a ousadia de achar que gosto mais que muita gente que estava ali se descabelando. E eu lá, apenas admirando. Hehehehe ridículo, concordo. Mas não importa, são as minhas viagens.
Eu sei é que estava lotado e foi excepcional pra mim, mais uma vez! =D Depois de Los Hermanos começou Scambo. Tipo, a banda mudou pra caramba desde a época que eu vi. Quando entraram no palco com o vocalista performático e suas versões com arranjos indiscutíveis eu vi que a Bahia não dá valor ao que tem. Os caras são rock. É excelente! Eu prefiro o tipo de letra e som que Los Hermanos fazem, mas em termos de profissionalismo, a Scambo não deixa nada a desejar. E sem dúvidas eles passam pra alguém a emoção que Amarante e Camelo (juntamente com a banda, claro) passam pra mim. Resumindo: foi um dinheiro muito bem empregado.
Depois do show fui parar no Rio Vermelho com um casal de amigos que eu amo. Caramba, que coisa louca! Normalmente eu não faria isso... sair de “vela”, mas tive vontade de ir. Paramos no bom e velho Nhô Caldos. E depois de estarmos sentados e com a cerveja a caminho, num estalo, resolveu-se mudar de bar. Fomos para o beco do França e... quem lá estava, sentado com amigos, bebendo e comendo como uma pessoa normal? Quem? Amarante! Lindo! Vesguinho! Aiai (suspiros) <3
Não conseguia manter a concentração em mais nada. Fiquei tensa, roí as unhas, comi amendoins freneticamente, mas não levantei do lugar. Odeio incomodar. E além de tudo, não iria conseguir passar pra ele o que eu acho sem parecer mais uma fã, e isso não me deixaria realizada. Na verdade eu poderia dizer: - oi, adoro o trabalho de vocês, curti o show, foi muito legal! --- Mas, e daí? Isso ele sabe e teve a certeza com o entusiasmo da galera lá.
Na verdade o que eu acho da banda não é nada demais: eles são bons pra caramba, tem letras lindas e que me dizem alguma coisa. Mas o que importa isso? É totalmente sem exageros... Então é sem graça! O fato é que é sincero. E isso sim, pra mim, tem importância. Eu não estava no show porque eles são famosos e sim porque eles me emocionam. Acho isso profundo e importante. Sei lá, tô viajando, mas aquela histeria toda no show me incomodou. =/
Coloquei essas idéias na mesa com meus amigos e isso gerou uma conversa extremamente excitante. Enquanto debatíamos, eu observava as pessoas pedindo autógrafos e tirando fotos com Amarante na mesa da frente. Como será que ele reagiria se ouvisse de alguém que depois de ler com atenção o que ele escreve, passou a gostar mais dele??? Me soa forte demais. Ele já deve ter ouvido, né? Isso engrandece e causa perplexidade para mim. Queria saber a reação dele... mas não, não era o que eu falaria pra ele. Foi apenas um pensamento relembrando a conversa com a namorada do meu amigo.
O papo na mesa ia ficando cada vez mais polêmico e interessante e eu ia ficando cada vez menos distraída com a presença de Amarante ali. Ele foi no banheiro. Opa! Era a hora! Podia parar e falar com ele... mas, o que? Era apenas um cara normal que provavelmente sente vontade de fazer pipi e não iria entender o que eu queria dizer. Então melhor ficar calada e cada vez mais expondo minhas idéias na mesa. Relação fã-ídolo, importâncias de vida, bandas, som, internet, amizade, crítica, gentileza, sensibilidade, convivência, cuidado, foram temas abordados, onde falamos o que achávamos disso tudo com o coração aberto. Talvez eu nunca tenha me exposto tanto numa mesa de bar, e isso me surpreendeu.
Minha cabeça deu um nó! Conversamos muito e foi legal. Eu acreditava que eram meus amigos que estavam ali e isso me tranqüilizava. Me sentia segura até quando o tema da vez era insegurança, dúvidas e medos. Percebi ainda mais que às vezes sou intransigente. Sei que tenho uma personalidade difícil e muitas vezes não dou opiniões porque elas tendem a virar polêmicas (isso inclusive foi comprovado num pedaço de mapa-astral que esse amigo me deu hehehehehe). Mas foi válido, divertido e muito proveitoso. Ah, e foi muito bom falar sobre música também. O mais interessante é que tinham “representantes” de três bandas do rock baiano (hehehehehe). Isso foi engraçado. Falamos de sonhos, oportunidades, do cenário, da Los Canos, Vinil 69, A Grande Abóbora, Los Hermanos, das bandas em geral, do sentimento que todas passam, das emoções, dos integrantes... opa! Cadê Amarante??? Foi embora que eu nem vi... =/ hehehehehe
Caramba... duas e meia da manhã. Era hora de ir pra casa. Eu estava ainda com um nó na cabeça causado por tudo isso, causado pela conversa, causado pelo show, causado pelo meu dia. Mas esse nó já não doía... nem sempre eu tenho as teorias e as idéias prontas. É sempre bom ter algo pra organizar!
=D
1.10.04
Fernanda X Homens...
Esses dias um colega meu me perguntou o que um garoto precisa ter para me conquistar e me levar pro altar. Hauhauhuahuahuah. Pro altar foi foda! Mas confesso que ele me pegou de surpresa. Não estava esperando essa indagação. Respondi o básico: “pra me atrair tem que ser bom-caráter, leal, bem-humorado, ser simpático com as pessoas, bla bla bla. Mas para me levar pro altar precisa ter mais que isso, com certeza”. Eu não soube responder a essa parte naquele momento. E quando cheguei em casa, pensei sobre isso, e, claro, formulei mais uma das minhas teorias! \o/ yeah! Hehehehehe. Então para mim, um relacionamento só funciona quando tem amor, responsabilidade e transformação.
Pra começar, eu acredito que o amor (esse tipo de amor) só existe quando se conhece. E para conhecer, é preciso conviver, caminhar junto e compartilhar. E isso com certeza não é algo que aconteça em um mês ou dois, a não ser em casos atípicos (aí já é uma parada de energia...). As pessoas banalizaram o “eu te amo” de uma tal forma, que ele se tornou “desacreditável”. Pronunciar essa frase tem se tornado um supersimples clichê, afinal, são só três palavrinhas pequenas. É patético. Cada dia mais as pessoas tendem a passar a responsabilidade da sua felicidade pessoal para o outro, simplesmente porque “ama”. É por isso que o mundo está cheio de relacionamentos doentios e crimes passionais.
Para me levar pro altar ou para um relacionamento mais sério apenas (assim é melhor, hehehehe) é preciso estar disposto a me conhecer e, se achar válido, me amar como eu sou. E isso significa acrescentar na minha vida.
Amar significa poder até viver bem sem a pessoa se já não se consegue fazê-la feliz. É deixar o outro livre e aceitar suas escolhas por mais que isso doa. Amar é querer bem, é apoiar, é ser inteligente pra perceber que o outro precisa de um momento sozinho, é aliar-se, é não continuar com alguma coisa quando percebe que está perturbando, é ser parceiro em todas as horas, é ter admiração, é não pronunciar palavras que deprimem e baixam a estima, é ser positivo, é perdoar, é ajudar e incentivar na batalha pelas conquistas, é entender, é ser leal, é estar presente mesmo quando o momento não pede palavras, é ser digno de confiança, é ser grato por também ser amado e muito mais. Para mim, esse é o tipo de amor (que deve ser mútuo), para se construir um relacionamento.
Depois do amor, tem outro ponto fundamental para se levar adiante uma vida a dois: responsabilidade! Ser responsável (nesse caso) é ter respeito, que é um dos alicerces que sustentam qualquer tipo de relação. Ser responsável é ser sensível a ponto de poder responder pelo outro, porque se conhece. É acreditar, é ser recíproco, é entender quando o outro não está num dia legal, é ter consciência de que tem alguém esperando notícias. Ser responsável é cuidar! Quem ama, cuida!
E por fim, transformar, que é ter sabedoria para reciclar algo quando este não está mais dando resultados. É saber ceder e mudar quando realmente é necessário, sem ter aquela teoria medíocre que diz “me-aceite-do-meu-jeito-sou-assim-e-pronto”. Mudar não é vergonha pra quem pensa. Ninguém é perfeito e viver em conjunto requer melhorias pessoais e jogo de cintura sempre. A transformação sugere mudanças e atitudes. Taí, é isso que eu admiro num homem: a atitude! Aquele que sabe resolver os problemas, que sabe conversar, que não tem o infeliz pensamento de que o outro deve adivinhar as coisas, que sabe se fazer presente e indispensável (mesmo no fundo sabendo que não é), que sabe ser delicado, que não fica disputando espaço nem talento, que quando quer dá um jeito!
Uma relação pra mim, se define em soma. Isso porque sei que sou eu a única pessoa capaz de me fazer feliz. Por tudo isso eu sei que ter alguém ao meu lado é uma questão de escolha e não de necessidade. Mas sem dúvida essa “pessoa” tem de corresponder ao que espero. E eu a ele também, para que a vida a dois possa fluir.
Um verdadeiro homem, pra mim, não dá desculpinhas, se vira quando tem que resolver algo, ele busca o que quer, luta, não deixa que se perca a admiração por ele, tem atitude, ou seja, é um homem! Isso serve para mulheres também. Um lutando pelo outro e assim seguirem, construindo juntos uma vida só, porém sem perder a individualidade.
De moleque o mundo está cheio. Um monte de gatinhos legais, gostosinhos, que pra quem curte, são até interessantes pra dar beijo na boca. Bléeee! Eu acho isso tudo tão sem graça muitas vezes... afinal, passei da adolescência. Tem que haver um mínimo de entrosamento.Gosto de coisas e pessoas que valham a pena. E isso me faz acreditar que eu não ando perdendo meu tempo (em se tratando de envolvimentos, porque eu adoro perder tempo conversar fiado no dia-a-dia, com todo mundo).
O relacionamento deve ser tratado com uma pessoa a parte. Tem de estar saudável, feliz. Muitas vezes encontramos a pessoa ideal, mas não conseguimos construir com ela o relacionamento ideal. É normal, e pra mim, nesse caso, é melhor amar a distância. Isso não é sinônimo de sofrimento. Saber amar (e fazê-lo) implica em felicidade. Para amar eu não preciso de reciprocidade, sei amar sozinha. Mas para conviver é necessário o bom e velho “bate-e-volta”, senão a energia não flui.
Infelizmente os exemplos de “homem” que eu conheço ou são muito amigos ou não rolou interesse. Hehehehehe. Mas a vida é isso, uma eterna surpresa, e a cada dia mais pessoas conquistam a minha admiração. Isso me deixa feliz e me faz não perder a esperança de desencalhar um dia! Uhauhauhauhauhauha. Votem em mim!
=D
Pra começar, eu acredito que o amor (esse tipo de amor) só existe quando se conhece. E para conhecer, é preciso conviver, caminhar junto e compartilhar. E isso com certeza não é algo que aconteça em um mês ou dois, a não ser em casos atípicos (aí já é uma parada de energia...). As pessoas banalizaram o “eu te amo” de uma tal forma, que ele se tornou “desacreditável”. Pronunciar essa frase tem se tornado um supersimples clichê, afinal, são só três palavrinhas pequenas. É patético. Cada dia mais as pessoas tendem a passar a responsabilidade da sua felicidade pessoal para o outro, simplesmente porque “ama”. É por isso que o mundo está cheio de relacionamentos doentios e crimes passionais.
Para me levar pro altar ou para um relacionamento mais sério apenas (assim é melhor, hehehehe) é preciso estar disposto a me conhecer e, se achar válido, me amar como eu sou. E isso significa acrescentar na minha vida.
Amar significa poder até viver bem sem a pessoa se já não se consegue fazê-la feliz. É deixar o outro livre e aceitar suas escolhas por mais que isso doa. Amar é querer bem, é apoiar, é ser inteligente pra perceber que o outro precisa de um momento sozinho, é aliar-se, é não continuar com alguma coisa quando percebe que está perturbando, é ser parceiro em todas as horas, é ter admiração, é não pronunciar palavras que deprimem e baixam a estima, é ser positivo, é perdoar, é ajudar e incentivar na batalha pelas conquistas, é entender, é ser leal, é estar presente mesmo quando o momento não pede palavras, é ser digno de confiança, é ser grato por também ser amado e muito mais. Para mim, esse é o tipo de amor (que deve ser mútuo), para se construir um relacionamento.
Depois do amor, tem outro ponto fundamental para se levar adiante uma vida a dois: responsabilidade! Ser responsável (nesse caso) é ter respeito, que é um dos alicerces que sustentam qualquer tipo de relação. Ser responsável é ser sensível a ponto de poder responder pelo outro, porque se conhece. É acreditar, é ser recíproco, é entender quando o outro não está num dia legal, é ter consciência de que tem alguém esperando notícias. Ser responsável é cuidar! Quem ama, cuida!
E por fim, transformar, que é ter sabedoria para reciclar algo quando este não está mais dando resultados. É saber ceder e mudar quando realmente é necessário, sem ter aquela teoria medíocre que diz “me-aceite-do-meu-jeito-sou-assim-e-pronto”. Mudar não é vergonha pra quem pensa. Ninguém é perfeito e viver em conjunto requer melhorias pessoais e jogo de cintura sempre. A transformação sugere mudanças e atitudes. Taí, é isso que eu admiro num homem: a atitude! Aquele que sabe resolver os problemas, que sabe conversar, que não tem o infeliz pensamento de que o outro deve adivinhar as coisas, que sabe se fazer presente e indispensável (mesmo no fundo sabendo que não é), que sabe ser delicado, que não fica disputando espaço nem talento, que quando quer dá um jeito!
Uma relação pra mim, se define em soma. Isso porque sei que sou eu a única pessoa capaz de me fazer feliz. Por tudo isso eu sei que ter alguém ao meu lado é uma questão de escolha e não de necessidade. Mas sem dúvida essa “pessoa” tem de corresponder ao que espero. E eu a ele também, para que a vida a dois possa fluir.
Um verdadeiro homem, pra mim, não dá desculpinhas, se vira quando tem que resolver algo, ele busca o que quer, luta, não deixa que se perca a admiração por ele, tem atitude, ou seja, é um homem! Isso serve para mulheres também. Um lutando pelo outro e assim seguirem, construindo juntos uma vida só, porém sem perder a individualidade.
De moleque o mundo está cheio. Um monte de gatinhos legais, gostosinhos, que pra quem curte, são até interessantes pra dar beijo na boca. Bléeee! Eu acho isso tudo tão sem graça muitas vezes... afinal, passei da adolescência. Tem que haver um mínimo de entrosamento.Gosto de coisas e pessoas que valham a pena. E isso me faz acreditar que eu não ando perdendo meu tempo (em se tratando de envolvimentos, porque eu adoro perder tempo conversar fiado no dia-a-dia, com todo mundo).
O relacionamento deve ser tratado com uma pessoa a parte. Tem de estar saudável, feliz. Muitas vezes encontramos a pessoa ideal, mas não conseguimos construir com ela o relacionamento ideal. É normal, e pra mim, nesse caso, é melhor amar a distância. Isso não é sinônimo de sofrimento. Saber amar (e fazê-lo) implica em felicidade. Para amar eu não preciso de reciprocidade, sei amar sozinha. Mas para conviver é necessário o bom e velho “bate-e-volta”, senão a energia não flui.
Infelizmente os exemplos de “homem” que eu conheço ou são muito amigos ou não rolou interesse. Hehehehehe. Mas a vida é isso, uma eterna surpresa, e a cada dia mais pessoas conquistam a minha admiração. Isso me deixa feliz e me faz não perder a esperança de desencalhar um dia! Uhauhauhauhauhauha. Votem em mim!
=D
23.9.04
A ameaça dos eit's
Essa noite eu tive um pesadelo medonho. Sonhei que o mundo estava sendo invadido por seres extraindieterrenos. Nossa... foi muito assustador!!! Havia até trilha sonora, ou melhor, fundo musical no meu sonho. Não, não era a batida madura do “Cordel do fogo encantado” e nem o rock’n roll de “Death cab for cutie”. Era apenas uma música de um amigo meu, chamada “Brincar de Indie”, que me faz sentir saudade da Xuxa na minha infância e está disponível pra download no soulseek!
O mais interessante e assustador disso tudo é que esses seres não foram muito simpáticos comigo. Acho que não gostaram de mim, e eu não sabia o porque. Poxa, sou tão legalzinha... será que é porque eu não faço pose e não sou inteligentona? Só sei que no sonho, eles não me curtiram mesmo, e acho que queriam me matar porque sabiam que eu gostava de “Radiohead”.
Ah! Mas Radiohead deixou de ser indie há muito tempo, eu poderia argumentar. Já virou pop, comercial e conhecido. Eles não ouviriam... senti que era uma tentativa de resgate cultural de uma filosofia ameaçada. Não sabem dividir. E eu não conseguia entender bem o que queriam me dizer inicialmente, porque a quantidade limitada de palavras que tenho conhecimento não me permitia compreendê-los. Indies não falam de modo coloquial. Sempre usam termos pra me confundir. E adoram palavras que já caíram em desuso, afinal, são estudiosos do mundo, da arte, da cultura, da literatura e do que está na moda. Meio paradoxal isso, né? ...
O sonho começa com uma nave bizarra aterrisando bem abaixo da janela do meu quarto. Era estranho, porque ela tinha formato de filtro de barro (igual ao que tinha na casa da minha avó, no interior). Hehehehehehe... raça engraçada! Adoram coisas ultrapassadas porque remetem a uma época que eles não viveram, mas sentem saudade... isso é tão romântico!!!(e lembra qualquer coisa poética de Legião Urbana). Filtro de barro é altamente retrô. A porta da nave era na parte de cima, como se a tampa se abrisse. E repentinamente uma coisa começou a subir com aquelas criaturas fashion em cima. Essa coisa tipo elevador devia ser a vela do filtro. Hehehe. E aquilo cresceu até a minha janela (eu moro em prédio pequeno, segundo andar). Eu não estava vendo, mas como é sonho, de certa forma via a nave e todo esse processo de chegada.
Eu estava de costas, no computador, jogando paciência, bebendo coca-cola e ouvindo creep, quando virei no susto por causa de um barulho metálico qualquer e me deparei com três seres esquisitos. Talvez eles estivessem pensando que eu planejava cortar os pulsos... não mesmo! Apenas gosto de ouvir rock triste e jogar jogos bestas. E amo coca-cola!
Todos se vestiam de forma moderna, dentro de um padrão conceitual próprio. Não sei bem ao certo, mas creio que era uma garota e dois rapazes. Se é que indies de verdade tem sexo definido... querem ser andrógenos na maioria das vezes. Mas eu tirei essa precipitada conclusão pelo corte de cabelo básico da que eu suponho ser uma garotinha: reto, na altura média do pescoço, negro (óbvio) e com franjinha, claro! Era muito bela! Todos eles usavam óculos de aro grosso e possuíam radinhos que tocavam mp3 incessantemente. É acessório básico. Indies não vivem sem mp3!
Me olharam com uma cara de poucos amigos, uma mistura de alergia ao jogo paciência e de crítica, talvez pela música ou pela bebida. Mas balbuciaram algumas palavras que acredito ter sido “saudações terráquea-sem-estilo”. Invadiram meu quarto pela janela e logo estavam me dando “aula” sobre música, teatro, baladas “in”, literatura de gente inteligente, cinema e afins. O som que vinha do potente radinho deles era legal: Black Box Recorder, eu conhecia. A mulher canta muito! Finalizaram todo o processo pedagógico frisando (em palavras difíceis, claro) que eu não podia gostar, usufruir e nem freqüentar nenhuma daquelas coisas que eles citaram. Não faço parte da tribo, afinal. Minhas roupas são antiquadas e meu cabelo é sem jeito. Pô, achei que eu tava com um visual ultrapassado porém retrô, portanto, modeno... me enganei! hahahahhahahah
A aula foi legal, mas eu estava meio em pânico e isso não me permitiu aprender. Ainda mais eu que só pego no tranco e depois de algumas repetições – a famosa osmose. Mas me senti coagida. Que sonho mais doido. Enfim eles voltaram para o filtro deles e eu continuei feito estátua, chocada com tudo aquilo e me perguntando: “poxa, se eles são tão modernos, por que não compram uma nave estilo purificador de água europa???” depois concluí: essa tribo também era contemporânea de vanguarda, os “cotós” para os íntimos. A verdadeira volta aos velhos tempos. Gostam de coisas modernas e antigas. Revivem épocas utilizando um estilo visual de tempos atrás. Legal! Acordei!
Na verdade eu só sei que eram indies porque se identificaram como tal. Eu não entendo nada disso: indies, vegans, emo, straighedges... bah, acho isso tudo muito louco e confuso. Atrapalho as tribos.
Uns gostam de cultura regional, de cinema nacional, de teatro mambembe, da literatura de cordel, de Selma do coco, de acarajé, de Lampião e Maria Bonita, de documentários, de fotografia de paisagens, de mistérios do sertão, de trilhas, etc. São indies? Eu juro que não sei, mas classifico assim! Heheheeh. Outros gostam de sushi, e-music, botas de cano alto, cinema mudo, de rock alternativo, meia-calça preta, falam inglês fluente, freqüentam raves, gostam da noite, de Dostoievski, da lua e assim vai... até acho que estou errada, mas são todos indies pra mim(no conceito atual de indie). Ou será que eu estou confusa? Não sei mesmo! O grupo do meu sonho se encaixa mais com o segundo perfil. Já a galera da minha ex-faculdade é do primeiro, com certeza. Eu só sei que são todos muito maduros, alguns radicais (daqueles que não aceitam nem a opinião e nem o gosto alheio), odeiam qualquer manifestação que remeta a coisas infantis vinda de adultos, odeiam mc donald’s, casamento, coca-cola, felicidade, dentre outras coisas mais. Indie é pensativo, não pode perder tempo sorrindo com besteiras e nem conversando fiado. Queria explicações para entender melhor essas coisas.
Eu acho que esses eit’s devem estar planejando resgatar aquilo que antes pertencia ao mundo deles, e meu sonho foi um aviso. Provavelmente não irão conseguir. Muita coisa indie está virando pop e eles odeiam tudo o que passa a ser comercial. Na verdade isso já vem acontecendo antes do indie virar uma raça. Eles que não perceberam e chegaram atrasados na história do mundo moderno. Por isso eu acredito que a tendência é que eles passem odiar Radiohead, assim como Allstar, comida natureba e Wood Alen... tudo isso virou moda, fazer o que??? Eu também gosto de rock independente, de coisas antigas, de objetos retrôs, da cultura regional, do visual alternativo, e de outras coisas mais que pertencem ao mundo de gente grande. Eu só sei que no sonho eles me ameaçaram, mas agora é tarde... já virei fã!
=)
O mais interessante e assustador disso tudo é que esses seres não foram muito simpáticos comigo. Acho que não gostaram de mim, e eu não sabia o porque. Poxa, sou tão legalzinha... será que é porque eu não faço pose e não sou inteligentona? Só sei que no sonho, eles não me curtiram mesmo, e acho que queriam me matar porque sabiam que eu gostava de “Radiohead”.
Ah! Mas Radiohead deixou de ser indie há muito tempo, eu poderia argumentar. Já virou pop, comercial e conhecido. Eles não ouviriam... senti que era uma tentativa de resgate cultural de uma filosofia ameaçada. Não sabem dividir. E eu não conseguia entender bem o que queriam me dizer inicialmente, porque a quantidade limitada de palavras que tenho conhecimento não me permitia compreendê-los. Indies não falam de modo coloquial. Sempre usam termos pra me confundir. E adoram palavras que já caíram em desuso, afinal, são estudiosos do mundo, da arte, da cultura, da literatura e do que está na moda. Meio paradoxal isso, né? ...
O sonho começa com uma nave bizarra aterrisando bem abaixo da janela do meu quarto. Era estranho, porque ela tinha formato de filtro de barro (igual ao que tinha na casa da minha avó, no interior). Hehehehehehe... raça engraçada! Adoram coisas ultrapassadas porque remetem a uma época que eles não viveram, mas sentem saudade... isso é tão romântico!!!(e lembra qualquer coisa poética de Legião Urbana). Filtro de barro é altamente retrô. A porta da nave era na parte de cima, como se a tampa se abrisse. E repentinamente uma coisa começou a subir com aquelas criaturas fashion em cima. Essa coisa tipo elevador devia ser a vela do filtro. Hehehe. E aquilo cresceu até a minha janela (eu moro em prédio pequeno, segundo andar). Eu não estava vendo, mas como é sonho, de certa forma via a nave e todo esse processo de chegada.
Eu estava de costas, no computador, jogando paciência, bebendo coca-cola e ouvindo creep, quando virei no susto por causa de um barulho metálico qualquer e me deparei com três seres esquisitos. Talvez eles estivessem pensando que eu planejava cortar os pulsos... não mesmo! Apenas gosto de ouvir rock triste e jogar jogos bestas. E amo coca-cola!
Todos se vestiam de forma moderna, dentro de um padrão conceitual próprio. Não sei bem ao certo, mas creio que era uma garota e dois rapazes. Se é que indies de verdade tem sexo definido... querem ser andrógenos na maioria das vezes. Mas eu tirei essa precipitada conclusão pelo corte de cabelo básico da que eu suponho ser uma garotinha: reto, na altura média do pescoço, negro (óbvio) e com franjinha, claro! Era muito bela! Todos eles usavam óculos de aro grosso e possuíam radinhos que tocavam mp3 incessantemente. É acessório básico. Indies não vivem sem mp3!
Me olharam com uma cara de poucos amigos, uma mistura de alergia ao jogo paciência e de crítica, talvez pela música ou pela bebida. Mas balbuciaram algumas palavras que acredito ter sido “saudações terráquea-sem-estilo”. Invadiram meu quarto pela janela e logo estavam me dando “aula” sobre música, teatro, baladas “in”, literatura de gente inteligente, cinema e afins. O som que vinha do potente radinho deles era legal: Black Box Recorder, eu conhecia. A mulher canta muito! Finalizaram todo o processo pedagógico frisando (em palavras difíceis, claro) que eu não podia gostar, usufruir e nem freqüentar nenhuma daquelas coisas que eles citaram. Não faço parte da tribo, afinal. Minhas roupas são antiquadas e meu cabelo é sem jeito. Pô, achei que eu tava com um visual ultrapassado porém retrô, portanto, modeno... me enganei! hahahahhahahah
A aula foi legal, mas eu estava meio em pânico e isso não me permitiu aprender. Ainda mais eu que só pego no tranco e depois de algumas repetições – a famosa osmose. Mas me senti coagida. Que sonho mais doido. Enfim eles voltaram para o filtro deles e eu continuei feito estátua, chocada com tudo aquilo e me perguntando: “poxa, se eles são tão modernos, por que não compram uma nave estilo purificador de água europa???” depois concluí: essa tribo também era contemporânea de vanguarda, os “cotós” para os íntimos. A verdadeira volta aos velhos tempos. Gostam de coisas modernas e antigas. Revivem épocas utilizando um estilo visual de tempos atrás. Legal! Acordei!
Na verdade eu só sei que eram indies porque se identificaram como tal. Eu não entendo nada disso: indies, vegans, emo, straighedges... bah, acho isso tudo muito louco e confuso. Atrapalho as tribos.
Uns gostam de cultura regional, de cinema nacional, de teatro mambembe, da literatura de cordel, de Selma do coco, de acarajé, de Lampião e Maria Bonita, de documentários, de fotografia de paisagens, de mistérios do sertão, de trilhas, etc. São indies? Eu juro que não sei, mas classifico assim! Heheheeh. Outros gostam de sushi, e-music, botas de cano alto, cinema mudo, de rock alternativo, meia-calça preta, falam inglês fluente, freqüentam raves, gostam da noite, de Dostoievski, da lua e assim vai... até acho que estou errada, mas são todos indies pra mim(no conceito atual de indie). Ou será que eu estou confusa? Não sei mesmo! O grupo do meu sonho se encaixa mais com o segundo perfil. Já a galera da minha ex-faculdade é do primeiro, com certeza. Eu só sei que são todos muito maduros, alguns radicais (daqueles que não aceitam nem a opinião e nem o gosto alheio), odeiam qualquer manifestação que remeta a coisas infantis vinda de adultos, odeiam mc donald’s, casamento, coca-cola, felicidade, dentre outras coisas mais. Indie é pensativo, não pode perder tempo sorrindo com besteiras e nem conversando fiado. Queria explicações para entender melhor essas coisas.
Eu acho que esses eit’s devem estar planejando resgatar aquilo que antes pertencia ao mundo deles, e meu sonho foi um aviso. Provavelmente não irão conseguir. Muita coisa indie está virando pop e eles odeiam tudo o que passa a ser comercial. Na verdade isso já vem acontecendo antes do indie virar uma raça. Eles que não perceberam e chegaram atrasados na história do mundo moderno. Por isso eu acredito que a tendência é que eles passem odiar Radiohead, assim como Allstar, comida natureba e Wood Alen... tudo isso virou moda, fazer o que??? Eu também gosto de rock independente, de coisas antigas, de objetos retrôs, da cultura regional, do visual alternativo, e de outras coisas mais que pertencem ao mundo de gente grande. Eu só sei que no sonho eles me ameaçaram, mas agora é tarde... já virei fã!
=)
19.9.04
Lembranças inoportunas de um trauma de infância
Estava me lembrando agora de uma cena muito lamentável da minha vida. Uma dessas que não se conta pra ninguém...
Quando eu tinha 09 anos de idade, me vi completamente apaixonada pelo meu vizinho de 11. Ai, o amor!!! Ele era tão enigmático, charmoso e relativamente sem-graça, que eu me vi obrigada a amá-lo de forma desesperada aos 09 anos de idade. Além de tudo isso, ele tinha algo no olhar que me atraia muito e me fazia perder a cabeça... era vesgo! Puts! Eu tenho verdadeira tara por vesgos. Ou seja: ele era o “homem” da minha vida naquela época (atualmente é o repórter do Pânico na TV).
O fato de ser meu primeiro amor dificultou em tudo o processo de paquera. Não sabia realmente como agir para chamar sua atenção. Mesmo porque nessa fase, garotos e garotas são inimigos mortais. Até que minha amiga, num súbito estalo de inteligência, teve uma idéia genial: fazer caminhada debaixo da janela dele. E lá fomos nós de manhã cedo.
Hoje eu acredito que não deveria estar muito bela com aquela bermuda de cóton aos 09 anos de idade. Eu parecia uma gazelinha. Só tinha joelho e orelha. Ainda mais com o corte de cabelo estilo “chitãozinho e xororó anos 80” que minha mãe insistia em manter na minha cabeça. Era ela mesma quem cortava meu cabelo (acho que ela não me amava muito naquela época... ou será que ela era contra o meu romance e queria me deixar menos interessante??? Hehehehe).
Sim, voltando ao assunto: eu e minha amiga começamos a corridinha e a fazer um pouquinho de barulho para chamar a atenção dele, até que ele apareceu na janela (morava no segundo andar). Ele permaneceu lá, observando a nossa malhação.
Meu coração disparou e, junto com ele, as minhas pernas. Fiquei tensa e corria cada vez mais rápido. Minha amiga começou a ficar cansada e eu continuava, mais veloz que um carro de fórmula 1. Até que resolvi olhar pra janela pra ver se ele continuava lá presenciando a minha performance atlética. E estava! E... que merda! Olhei bem na hora que tinha uma casca de banana na minha frente. Foi uma queda sinistra! Eu sou a única pessoa que eu conheço que escorregou numa casca de banana. E num momento de fundamental importância para a minha vida emocional.
É serio, escorregar em casca de banana até então era coisa de desenho animado pra mim. É algo tão comentado mas eu não conheço vários casos. Aliás, nesse momento, só lembro do meu! Talvez outras pessoas tenham caído dessa forma, mas é tão abominável que ninguém conta, né? =(
Foi muito constrangedor! Não olhei pra ele, claro, mesmo porque eu já estava ouvindo as suas risadas na janela. Hehehehehe. Eu acho errado isso! Não sei quem ria mais, ele ou minha amiga. Tá, concordo que deve ter sido engraçado, mas precisava ser na frente do meu amor?
Isso serviu para me ensinar coisas fundamentais na minha vida. Por exemplo, já se passaram 15 anos e até hoje eu sei que não devo correr e paquerar ao mesmo tempo. Já senti na pele (e feio) que não dá certo.
Muita coisa mudou. Acho que ainda fiquei apaixonada por ele algum tempo, mas acabou. Ah, tomei providências com o meu cabelo (até tirei da parede do quarto a foto que relatava de forma incrível essa época de desleixo da minha mamãe para com a minha pessoa! Hehehe). Minhas orelhas que ficavam expostas naquela época (e que se machucaram bastante com a queda), hoje estão cobertas pelo meu cabelo. A queda foi muito bizarra. Eu caí de lado, rolei e ainda bati o queixo no chão. A minha língua estava entre os dentes e cortou feito uma guilhotina... ah, e eu também engordei mais com a adolescência, disfarçando assim o joelho grande! Devo ter melhorado, apesar de ainda ser estabanada e me achar a mesma cara!
A única coisa que preservo com toda certeza, é a minha paixão por vesguinhos...
<3
Quando eu tinha 09 anos de idade, me vi completamente apaixonada pelo meu vizinho de 11. Ai, o amor!!! Ele era tão enigmático, charmoso e relativamente sem-graça, que eu me vi obrigada a amá-lo de forma desesperada aos 09 anos de idade. Além de tudo isso, ele tinha algo no olhar que me atraia muito e me fazia perder a cabeça... era vesgo! Puts! Eu tenho verdadeira tara por vesgos. Ou seja: ele era o “homem” da minha vida naquela época (atualmente é o repórter do Pânico na TV).
O fato de ser meu primeiro amor dificultou em tudo o processo de paquera. Não sabia realmente como agir para chamar sua atenção. Mesmo porque nessa fase, garotos e garotas são inimigos mortais. Até que minha amiga, num súbito estalo de inteligência, teve uma idéia genial: fazer caminhada debaixo da janela dele. E lá fomos nós de manhã cedo.
Hoje eu acredito que não deveria estar muito bela com aquela bermuda de cóton aos 09 anos de idade. Eu parecia uma gazelinha. Só tinha joelho e orelha. Ainda mais com o corte de cabelo estilo “chitãozinho e xororó anos 80” que minha mãe insistia em manter na minha cabeça. Era ela mesma quem cortava meu cabelo (acho que ela não me amava muito naquela época... ou será que ela era contra o meu romance e queria me deixar menos interessante??? Hehehehe).
Sim, voltando ao assunto: eu e minha amiga começamos a corridinha e a fazer um pouquinho de barulho para chamar a atenção dele, até que ele apareceu na janela (morava no segundo andar). Ele permaneceu lá, observando a nossa malhação.
Meu coração disparou e, junto com ele, as minhas pernas. Fiquei tensa e corria cada vez mais rápido. Minha amiga começou a ficar cansada e eu continuava, mais veloz que um carro de fórmula 1. Até que resolvi olhar pra janela pra ver se ele continuava lá presenciando a minha performance atlética. E estava! E... que merda! Olhei bem na hora que tinha uma casca de banana na minha frente. Foi uma queda sinistra! Eu sou a única pessoa que eu conheço que escorregou numa casca de banana. E num momento de fundamental importância para a minha vida emocional.
É serio, escorregar em casca de banana até então era coisa de desenho animado pra mim. É algo tão comentado mas eu não conheço vários casos. Aliás, nesse momento, só lembro do meu! Talvez outras pessoas tenham caído dessa forma, mas é tão abominável que ninguém conta, né? =(
Foi muito constrangedor! Não olhei pra ele, claro, mesmo porque eu já estava ouvindo as suas risadas na janela. Hehehehehe. Eu acho errado isso! Não sei quem ria mais, ele ou minha amiga. Tá, concordo que deve ter sido engraçado, mas precisava ser na frente do meu amor?
Isso serviu para me ensinar coisas fundamentais na minha vida. Por exemplo, já se passaram 15 anos e até hoje eu sei que não devo correr e paquerar ao mesmo tempo. Já senti na pele (e feio) que não dá certo.
Muita coisa mudou. Acho que ainda fiquei apaixonada por ele algum tempo, mas acabou. Ah, tomei providências com o meu cabelo (até tirei da parede do quarto a foto que relatava de forma incrível essa época de desleixo da minha mamãe para com a minha pessoa! Hehehe). Minhas orelhas que ficavam expostas naquela época (e que se machucaram bastante com a queda), hoje estão cobertas pelo meu cabelo. A queda foi muito bizarra. Eu caí de lado, rolei e ainda bati o queixo no chão. A minha língua estava entre os dentes e cortou feito uma guilhotina... ah, e eu também engordei mais com a adolescência, disfarçando assim o joelho grande! Devo ter melhorado, apesar de ainda ser estabanada e me achar a mesma cara!
A única coisa que preservo com toda certeza, é a minha paixão por vesguinhos...
<3
16.9.04
Seção auto-ajuda: terorias malucas sobre o que é felicidade para uma garota como eu
Falar sobre isso me deixa definitivamente confusa! Mesmo porque as poucas tentativas que fiz tentando explicar aos amigos o que significa “ser feliz” pra mim, não foram bem compreendidas ou aceitas. Mas é isso mesmo. Cada pessoa é um mundo e cada mundo tem seu ponto-de-vista, já dizia a minha mãe. Mesmo assim eu vou tentar colocar aqui o porque de eu acreditar que sou realmente feliz.
Pra mim, está no fato d’eu olhar o mundo com olhos de criança, com cores, com sons. É ver as coisas não só pelo que elas são, mas também pelo que elas significam como um todo. É muito simples as pessoas mirarem o próprio umbigo e lamentarem um “ai, eu sou tão infeliz”. Isso é fácil quando se tem uma visão simplista e limitada do universo. O que eu acredito é que faço parte de um todo e que meu estado de espírito pode interferir momentaneamente na minha vida (e na de pessoas próximas), mas ele é apenas uma parte desse todo. Felicidade é algo muito superior a isso tudo. É transcendental (se isso significar o que eu acho que significa...) e não pode ser visto como um sentimento egoísta e particular.
Eu sei que estou viajando aqui, mas meu blog é pra isso. Essa é a real finalidade dele. São as minhas idéias, as teorias que eu construo conversando com os outros e observando minha vida. Só lê quem quer (e eu já sei que mais de uma pessoa leu meu post anterior!!!!) viva!!!!!!!!!!!!! \o/
Então é isso! Eu olho o mundo e tudo que faz parte dele como uma coisa só. Se algo não está andando da forma que eu desejo, fico de mau-humor, de baixo-astral e até triste, mas infeliz não! Esses sentimentos que deprimem sim, fazem parte do cotidiano corriqueiro e devem ser transitórios, é só a gente se esforçar pra isso. A felicidade está acima, em outro nível, e existe mesmo quando não estamos afim de aceitá-la naquele momento. Dizer ser infeliz é muito pesado. Dá arrepios. Fase ruim, tudo bem, é normal.
Eu me considero feliz porque tenho consciência de que posso ser e quero. Não é aquele papo de “eu ando, eu vejo, tenho casa, comida, pais que me amam... tem tanta gente que não tem nada disso, blá blá blá...” bléeee, não é isso!! Eu sou feliz porque gosto de analisar o que as coisas representam não só pra mim, mas para o mundo como um conjunto. E assim não perco tempo degradando algo que não me é significativo, mas que é muito para outros (só faço esse tipo de coisa quando estou conversando fiado porque falar mal é natural dos seres humanos, hahahaha).
Por exemplo (eu sei que é uma viagem doida): eu não sou fã de chocolates. Mas adoro a sua existência e o que ele representa (de forma positiva) para quem gosta. Tipo, chocolate pode traduzir o sorriso de uma criança, o controle da ansiedade do adolescente com espinhas, a satisfação do adulto, o desejo de uma mulher grávida, a saciedade de alguém. Ou seja: coisas legais que fazem muita gente sorrir. O lado negativo disso tudo não importa. Só serve pra deprimir seus adoradores. Eu não vou gastar minha energia para finalidades pequenas como odiar o chocolate só porque ele pode dar dor de barriga em alguém ou porque eu não gosto muito. Não sou nem um pouco chocólatra, mas adoro o fato dele existir para o mundo.
Porra! Eu sei que eu viajo, mas isso é problema meu! Hehehehe. Filosofar sobre chocolates... ai ai! Mas o mesmo acontece com palhaços. Eu adoro!!! Eles são tão incompreendidos... estão ali tentando de alguma forma fazer a gente sorrir (eu me refiro aos palhaços de verdade), e ainda tem gente que se dá ao trabalho de abominá-los. Bah. Vê se eu vou me preocupar em difamar palhaços só porque um deles não conseguiu me divertir. Não existe isso. Ou será que eu não estava suscetível à diversão? Hahahaha. Só gasto energia voluntária com coisas legais! Mesmo porque tem muita coisa ruim e deprimente no mundo que me suga sem que eu possa controlar. Então o que me sobra, devo aproveitar bem. :)
Palhaços são legais! E eu poderia dar vários outros exemplos: computador, televisão, sorvete, rock, pipoca, matemática, tecnologia, jujuba, avião, algodão-doce, zoológico, desenho animado, perfumes, animais, os peruanos que ficam tocando flauta na pracinha, ursos de pelúcia, pagode, circo, trovões, frango assado na televisão de cachorro, lista telefônica, parque de diversões, frio, carnaval, etc. Eu não utilizo muitas dessas coisas (não sou fã de picolé a qualquer hora, nem de música gospel e nem de macarronada, por exemplo), mas sei que isso são coisas que agradam a outras pessoas. O mundo não gira ao meu redor. Então, se eu tiver de mau-humor e o almoço da minha casa for frango assado, a sobremesa for sorvete e o vizinho estiver ouvindo música sertaneja nas alturas, eu provavelmente vou ficar baixo-astral e sem saco, porque também tenho dias ruins. Mas daí a achar que o mundo me odeia e que eu sou infeliz por causa disso é uma longa estrada. Se eu tiver de bom-humor nada disso vai me abalar, pelo contrário, posso até achar divertido. Até mesmo porque eu sei que eu abuso com rock’n roll altão, sei que se eu estiver no clima e com amigos legais eu vou num show de pagode (vou dançar e me divertir muito), e que tem dias que tudo o que mais quero é sorvete de ameixa com coco-verde! Hummm! Tudo na minha vida depende da circunstância que eu estou vivendo, como eu disse no post anterior.
Tá dando pra entender meu conceito maluco sobre felicidade? (se é que tem alguém lendo isso...). É isso, eu acho que ela está acima disso tudo, em outro patamar, porém entre nós de certa forma. Ou seja: é alcançável. Eu não a enxergo como um sentimento de momento, proporcionado por pequenas alegrias. É normal ficar vulnerável, de mau-humor, baixo-astral e até tristinho. Mas isso passa, é só querer.
Eu me considero mega, extra, turbo, hiper-feliz! \o/. Tem dias que não quero ver ninguém, tem coisas que ainda me faltam para estar 100% realizada, tem gente que me chateia muito, tem vezes que estou até deprimida por lances de dentro de casa, tem sentimentos que ainda me provocam muita raiva, mas tudo isso vai embora e eu acabo voltando a sorrir. Porque eu gosto, porque é o natural e porque eu sou feliz. Hahaha, não, eu não estou querendo convencer ninguém... é que tudo sempre se encaixa! *ui*
Quando eu estiver totalmente realizada na vida, meu estado de espírito já vai ser outro. E cada vez menos coisas irão me atingir. É o progresso! Hehehe. Porém outras dificuldades surgirão e outros desejos também, provocando novos conflitos e ansiedades. Normal! Hoje, muitas coisas que ontem me baqueavam, me fazem rir. É a vida, a evolução.
E assim eu vou, tentando quem sabe no futuro, ser uma escritora de auto-ajuda, e ter meus livros expostos nas feiras mundiais de luta pelo melhoramento do ser humano, pela paz, pelo fim das guerras, pela busca do bem-estar, pela energia cósmica transcendental que move o planeta. Quem sabe não vou psicografar filosofias de vida dos antigos pensadores chineses. Hauahuhauhauhauhauhauhuah. Brincadeira! Minha intenção era só entender melhor essa minha teoria e escrever ajuda muito. Um dia vou postar sobre a “gentileza”, que para mim é o sentimento que move o mundo. Mas aí já é uma outra teoria maluca...
=)
Pra mim, está no fato d’eu olhar o mundo com olhos de criança, com cores, com sons. É ver as coisas não só pelo que elas são, mas também pelo que elas significam como um todo. É muito simples as pessoas mirarem o próprio umbigo e lamentarem um “ai, eu sou tão infeliz”. Isso é fácil quando se tem uma visão simplista e limitada do universo. O que eu acredito é que faço parte de um todo e que meu estado de espírito pode interferir momentaneamente na minha vida (e na de pessoas próximas), mas ele é apenas uma parte desse todo. Felicidade é algo muito superior a isso tudo. É transcendental (se isso significar o que eu acho que significa...) e não pode ser visto como um sentimento egoísta e particular.
Eu sei que estou viajando aqui, mas meu blog é pra isso. Essa é a real finalidade dele. São as minhas idéias, as teorias que eu construo conversando com os outros e observando minha vida. Só lê quem quer (e eu já sei que mais de uma pessoa leu meu post anterior!!!!) viva!!!!!!!!!!!!! \o/
Então é isso! Eu olho o mundo e tudo que faz parte dele como uma coisa só. Se algo não está andando da forma que eu desejo, fico de mau-humor, de baixo-astral e até triste, mas infeliz não! Esses sentimentos que deprimem sim, fazem parte do cotidiano corriqueiro e devem ser transitórios, é só a gente se esforçar pra isso. A felicidade está acima, em outro nível, e existe mesmo quando não estamos afim de aceitá-la naquele momento. Dizer ser infeliz é muito pesado. Dá arrepios. Fase ruim, tudo bem, é normal.
Eu me considero feliz porque tenho consciência de que posso ser e quero. Não é aquele papo de “eu ando, eu vejo, tenho casa, comida, pais que me amam... tem tanta gente que não tem nada disso, blá blá blá...” bléeee, não é isso!! Eu sou feliz porque gosto de analisar o que as coisas representam não só pra mim, mas para o mundo como um conjunto. E assim não perco tempo degradando algo que não me é significativo, mas que é muito para outros (só faço esse tipo de coisa quando estou conversando fiado porque falar mal é natural dos seres humanos, hahahaha).
Por exemplo (eu sei que é uma viagem doida): eu não sou fã de chocolates. Mas adoro a sua existência e o que ele representa (de forma positiva) para quem gosta. Tipo, chocolate pode traduzir o sorriso de uma criança, o controle da ansiedade do adolescente com espinhas, a satisfação do adulto, o desejo de uma mulher grávida, a saciedade de alguém. Ou seja: coisas legais que fazem muita gente sorrir. O lado negativo disso tudo não importa. Só serve pra deprimir seus adoradores. Eu não vou gastar minha energia para finalidades pequenas como odiar o chocolate só porque ele pode dar dor de barriga em alguém ou porque eu não gosto muito. Não sou nem um pouco chocólatra, mas adoro o fato dele existir para o mundo.
Porra! Eu sei que eu viajo, mas isso é problema meu! Hehehehe. Filosofar sobre chocolates... ai ai! Mas o mesmo acontece com palhaços. Eu adoro!!! Eles são tão incompreendidos... estão ali tentando de alguma forma fazer a gente sorrir (eu me refiro aos palhaços de verdade), e ainda tem gente que se dá ao trabalho de abominá-los. Bah. Vê se eu vou me preocupar em difamar palhaços só porque um deles não conseguiu me divertir. Não existe isso. Ou será que eu não estava suscetível à diversão? Hahahaha. Só gasto energia voluntária com coisas legais! Mesmo porque tem muita coisa ruim e deprimente no mundo que me suga sem que eu possa controlar. Então o que me sobra, devo aproveitar bem. :)
Palhaços são legais! E eu poderia dar vários outros exemplos: computador, televisão, sorvete, rock, pipoca, matemática, tecnologia, jujuba, avião, algodão-doce, zoológico, desenho animado, perfumes, animais, os peruanos que ficam tocando flauta na pracinha, ursos de pelúcia, pagode, circo, trovões, frango assado na televisão de cachorro, lista telefônica, parque de diversões, frio, carnaval, etc. Eu não utilizo muitas dessas coisas (não sou fã de picolé a qualquer hora, nem de música gospel e nem de macarronada, por exemplo), mas sei que isso são coisas que agradam a outras pessoas. O mundo não gira ao meu redor. Então, se eu tiver de mau-humor e o almoço da minha casa for frango assado, a sobremesa for sorvete e o vizinho estiver ouvindo música sertaneja nas alturas, eu provavelmente vou ficar baixo-astral e sem saco, porque também tenho dias ruins. Mas daí a achar que o mundo me odeia e que eu sou infeliz por causa disso é uma longa estrada. Se eu tiver de bom-humor nada disso vai me abalar, pelo contrário, posso até achar divertido. Até mesmo porque eu sei que eu abuso com rock’n roll altão, sei que se eu estiver no clima e com amigos legais eu vou num show de pagode (vou dançar e me divertir muito), e que tem dias que tudo o que mais quero é sorvete de ameixa com coco-verde! Hummm! Tudo na minha vida depende da circunstância que eu estou vivendo, como eu disse no post anterior.
Tá dando pra entender meu conceito maluco sobre felicidade? (se é que tem alguém lendo isso...). É isso, eu acho que ela está acima disso tudo, em outro patamar, porém entre nós de certa forma. Ou seja: é alcançável. Eu não a enxergo como um sentimento de momento, proporcionado por pequenas alegrias. É normal ficar vulnerável, de mau-humor, baixo-astral e até tristinho. Mas isso passa, é só querer.
Eu me considero mega, extra, turbo, hiper-feliz! \o/. Tem dias que não quero ver ninguém, tem coisas que ainda me faltam para estar 100% realizada, tem gente que me chateia muito, tem vezes que estou até deprimida por lances de dentro de casa, tem sentimentos que ainda me provocam muita raiva, mas tudo isso vai embora e eu acabo voltando a sorrir. Porque eu gosto, porque é o natural e porque eu sou feliz. Hahaha, não, eu não estou querendo convencer ninguém... é que tudo sempre se encaixa! *ui*
Quando eu estiver totalmente realizada na vida, meu estado de espírito já vai ser outro. E cada vez menos coisas irão me atingir. É o progresso! Hehehe. Porém outras dificuldades surgirão e outros desejos também, provocando novos conflitos e ansiedades. Normal! Hoje, muitas coisas que ontem me baqueavam, me fazem rir. É a vida, a evolução.
E assim eu vou, tentando quem sabe no futuro, ser uma escritora de auto-ajuda, e ter meus livros expostos nas feiras mundiais de luta pelo melhoramento do ser humano, pela paz, pelo fim das guerras, pela busca do bem-estar, pela energia cósmica transcendental que move o planeta. Quem sabe não vou psicografar filosofias de vida dos antigos pensadores chineses. Hauahuhauhauhauhauhauhuah. Brincadeira! Minha intenção era só entender melhor essa minha teoria e escrever ajuda muito. Um dia vou postar sobre a “gentileza”, que para mim é o sentimento que move o mundo. Mas aí já é uma outra teoria maluca...
=)
15.9.04
Textos grandes de internet são muito chatos
Resolvi ter um blog!!! Eu queria escrever coisas legais, idéias sobre assuntos importantes e poder dividir isso para o mundo através da internet. Mas duas coisas impedem que isso aconteça:
#A primeira é que, definitivamente, eu não sei escrever coisas legais e importantes para o mundo. Sou alienada politicamente, não me dou bem com as normas e regras gramaticais, sou ignorante em quase todos os assuntos que são destaques nas grandes revistas, não sei muito sobre guerras e conflitos ideológicos entre países, não sou madura para dar conselhos sentimentais, eu mal conheço o Brasil (infelizmente), sou limitada tecnologicamente, e odeio fazer pose para ter a ousadia de falar sobre rock’n roll. Também não sou depressiva, não gosto de me queixar, e jamais saberia falar sobre o comportamento humano de forma técnica. A única coisa que sei é que odeio hipocrisia! Além de tudo isso, possuo um vocabulário escasso e pouquíssimo conhecimento sobre as coisas (mesmo as coisas que mais amo). É, não posso me dar ao luxo de querer ser escritora! Heheheheeh. Ah, Adoro rir!
#A segunda coisa que me impede de divulgar “grandes teorias e filosofias” (eu poderia copiá-las de um livro legal) é que eu acredito realmente que quase ninguém lê textos que tenham mais de 05 linhas na internet (com exceção de um grande amigo meu). Eu não leio! Ou seja, acredito que só ele chegou aqui nessa parte que eu estou escrevendo neste momento, caso ele tenha percebido que agora eu tenho um blog. Yeah, eu tenho!
Por tudo isso é que só me restou a possibilidade de falar de mim. Afinal, quase ninguém vai ler e quem o fizer provavelmente não ira repetir o feito, pois irá perceber que não tenho nada de extraordinário pra contar. Porra! É foda ser “normalzinha”...
... e será que eu sou??? Heheheheheh.
Deve ser bem mais divertido ter pose, ser superinteligente, ouvir música clássica, ser cotó, ativista política, falar alemão, escrever poesias, entender japonês, ter grandes ídolos e tatuá-los no braço, tocar harpa, compreender o que dizem os quadros do pintor, discutir moda e metafísica, ser indie, ser doidão, sei lá! Não tenho absolutamente nada pra falar de mim ou da minha limitada inteligência que possa surpreender as pessoas e despertar qualquer tipo de interesse nelas. Hehehehe. E por que tô escrevendo essas besteiras? Qual a finalidade? Porque eu quero, só isso. Eu sou esquisita às vezes! Não, eu não tenho a estima baixa na maior parte do tempo e o pior, num contexto mais amplo e geral até posso me achar interessante. Hahahahaha, é sério!!! Eu sei fazer careta! Várias! Poucas pessoas sabem fazer caretas sinistras! Ponto meu!!! \o/
Mas a verdade é que pra mim acaba sendo legal ter uma forma de gritar pro mundo o que eu sinto, mesmo que esse mundo não me escute (no caso, não me leia!). É uma forma de desabafar mesmo sem estar sufocada. Concluindo esse rodeio todo: eu gosto de escrever, mas não tenho do que falar... Limitações, entende?
Sempre que eu estiver pensando demais (de vez em quando isso acontece), eu vou tentar pôr as idéias pra fora em forma de palavras escritas, já que eu percebi que sou uma péssima compositora. É brincadeira! Pensar é uma das coisas que eu gosto de fazer, gasta energia! \o/. Penso até demais e isso me faz bem muitas vezes. Não sempre, claro, porque tudo na minha vida depende da situação e da circunstância em que me encontro. Mesmo pensando tanto ainda me surpreendo comigo em muitas ocasiões. Observar também faz parte da minha rotina. Adoro observar o universo e a forma como ele segue, as pessoas, o bichos, a vida. Adoro observar o movimento do mundo e o modo como tudo sempre se encaixa no final. Isso me faz feliz!
Caralho!!!! Eu sou feliz! De vez em quando isso é uma droga, incomoda (principalmente os outros). Pessoas felizes são pouco interessantes (com exceção do Jorge Benjor, claro). Pessoas felizes estão sempre querendo animar os outros... blé, que saco! Querem dominar o mundo e torná-lo florido. Querem acabar com tudo que vem sendo construído com grande esforço pelos idealizadores e seguidores da teoria conformista que garante: ser feliz é pra poucos. Argh. Eu sou assim... :(
Tô começando a entrar em depressão... hahahahaha. Claro que eu fico triste de vez em quando, mas isso é pra outro momento. Eu tenho minhas teorias malucas sobre esses assuntos discutíveis. E, é claro, elas provavelmente não serão interessantes pra mais ninguém além de mim!
Ih, já vi que vou pensar muito nisso... quem sabe não seja realmente o tema do meu próximo post aqui... felicidade!!! Algo tão subjetivo e que quase ninguém acredita que existe. Talvez nem exista mesmo. Por mim! Posso arranjar outro nome para definir a minha religião. Não ligo, lalalala! Tenho devaneios e neles as coisas me são reveladas de repente...
O mais interessante e o importante é que sempre gostei de escrever (principalmente cartinhas divertidas para minhas amiguinhas de outras cidades) e agora eu estou escrevendo pra mim e pro mundo (caso ele se importe). Heheheheheh.
Sempre que se põe a “cara” na internet está-se sujeito a críticas que ferram a estima de qualquer um, principalmente por pessoas que nem se identificam. Isso pra mim é interessante de certa forma. Pode xingar se não tiver mais nada de melhor pra fazer. Bom, mais uma vez estou eu aqui, na net, dando a cara pra baterem! Sem problemas, eu agüento! hehehehehe, espero...
Não quero confetes e nem amiguinhos escrevendo “que é isso Nanda, você é tão interessante, divertida, esforçada” hahahaha, amigos são legais. Eu sei o que eu sou. Não precisa tentar me animar porque eu realmente não tô deprimida. Mas tá parecendo com essa conversa né? Hahahaha (tô rindo de mim mesma, isso acontece sempre). Eu só não tenho uma visão muito romanceada da vida, ou pode ser o contrário: tenho demais essa visão. Sempre tive uma certa rejeição a blogs por causa disso, achava que era só uma forma de se ser mimado pelos amigos quando o baixo-astral chegasse. “Eu li no diário/blog que ela tá muito triste...” bléee!!! Não é o caso, só quero escrever besteiras. É pra balancear, porque eu já falo besteiras demais... ã!
Argh! Textos grandes de internet são muito chatos! :)
=**
#A primeira é que, definitivamente, eu não sei escrever coisas legais e importantes para o mundo. Sou alienada politicamente, não me dou bem com as normas e regras gramaticais, sou ignorante em quase todos os assuntos que são destaques nas grandes revistas, não sei muito sobre guerras e conflitos ideológicos entre países, não sou madura para dar conselhos sentimentais, eu mal conheço o Brasil (infelizmente), sou limitada tecnologicamente, e odeio fazer pose para ter a ousadia de falar sobre rock’n roll. Também não sou depressiva, não gosto de me queixar, e jamais saberia falar sobre o comportamento humano de forma técnica. A única coisa que sei é que odeio hipocrisia! Além de tudo isso, possuo um vocabulário escasso e pouquíssimo conhecimento sobre as coisas (mesmo as coisas que mais amo). É, não posso me dar ao luxo de querer ser escritora! Heheheheeh. Ah, Adoro rir!
#A segunda coisa que me impede de divulgar “grandes teorias e filosofias” (eu poderia copiá-las de um livro legal) é que eu acredito realmente que quase ninguém lê textos que tenham mais de 05 linhas na internet (com exceção de um grande amigo meu). Eu não leio! Ou seja, acredito que só ele chegou aqui nessa parte que eu estou escrevendo neste momento, caso ele tenha percebido que agora eu tenho um blog. Yeah, eu tenho!
Por tudo isso é que só me restou a possibilidade de falar de mim. Afinal, quase ninguém vai ler e quem o fizer provavelmente não ira repetir o feito, pois irá perceber que não tenho nada de extraordinário pra contar. Porra! É foda ser “normalzinha”...
... e será que eu sou??? Heheheheheh.
Deve ser bem mais divertido ter pose, ser superinteligente, ouvir música clássica, ser cotó, ativista política, falar alemão, escrever poesias, entender japonês, ter grandes ídolos e tatuá-los no braço, tocar harpa, compreender o que dizem os quadros do pintor, discutir moda e metafísica, ser indie, ser doidão, sei lá! Não tenho absolutamente nada pra falar de mim ou da minha limitada inteligência que possa surpreender as pessoas e despertar qualquer tipo de interesse nelas. Hehehehe. E por que tô escrevendo essas besteiras? Qual a finalidade? Porque eu quero, só isso. Eu sou esquisita às vezes! Não, eu não tenho a estima baixa na maior parte do tempo e o pior, num contexto mais amplo e geral até posso me achar interessante. Hahahahaha, é sério!!! Eu sei fazer careta! Várias! Poucas pessoas sabem fazer caretas sinistras! Ponto meu!!! \o/
Mas a verdade é que pra mim acaba sendo legal ter uma forma de gritar pro mundo o que eu sinto, mesmo que esse mundo não me escute (no caso, não me leia!). É uma forma de desabafar mesmo sem estar sufocada. Concluindo esse rodeio todo: eu gosto de escrever, mas não tenho do que falar... Limitações, entende?
Sempre que eu estiver pensando demais (de vez em quando isso acontece), eu vou tentar pôr as idéias pra fora em forma de palavras escritas, já que eu percebi que sou uma péssima compositora. É brincadeira! Pensar é uma das coisas que eu gosto de fazer, gasta energia! \o/. Penso até demais e isso me faz bem muitas vezes. Não sempre, claro, porque tudo na minha vida depende da situação e da circunstância em que me encontro. Mesmo pensando tanto ainda me surpreendo comigo em muitas ocasiões. Observar também faz parte da minha rotina. Adoro observar o universo e a forma como ele segue, as pessoas, o bichos, a vida. Adoro observar o movimento do mundo e o modo como tudo sempre se encaixa no final. Isso me faz feliz!
Caralho!!!! Eu sou feliz! De vez em quando isso é uma droga, incomoda (principalmente os outros). Pessoas felizes são pouco interessantes (com exceção do Jorge Benjor, claro). Pessoas felizes estão sempre querendo animar os outros... blé, que saco! Querem dominar o mundo e torná-lo florido. Querem acabar com tudo que vem sendo construído com grande esforço pelos idealizadores e seguidores da teoria conformista que garante: ser feliz é pra poucos. Argh. Eu sou assim... :(
Tô começando a entrar em depressão... hahahahaha. Claro que eu fico triste de vez em quando, mas isso é pra outro momento. Eu tenho minhas teorias malucas sobre esses assuntos discutíveis. E, é claro, elas provavelmente não serão interessantes pra mais ninguém além de mim!
Ih, já vi que vou pensar muito nisso... quem sabe não seja realmente o tema do meu próximo post aqui... felicidade!!! Algo tão subjetivo e que quase ninguém acredita que existe. Talvez nem exista mesmo. Por mim! Posso arranjar outro nome para definir a minha religião. Não ligo, lalalala! Tenho devaneios e neles as coisas me são reveladas de repente...
O mais interessante e o importante é que sempre gostei de escrever (principalmente cartinhas divertidas para minhas amiguinhas de outras cidades) e agora eu estou escrevendo pra mim e pro mundo (caso ele se importe). Heheheheheh.
Sempre que se põe a “cara” na internet está-se sujeito a críticas que ferram a estima de qualquer um, principalmente por pessoas que nem se identificam. Isso pra mim é interessante de certa forma. Pode xingar se não tiver mais nada de melhor pra fazer. Bom, mais uma vez estou eu aqui, na net, dando a cara pra baterem! Sem problemas, eu agüento! hehehehehe, espero...
Não quero confetes e nem amiguinhos escrevendo “que é isso Nanda, você é tão interessante, divertida, esforçada” hahahaha, amigos são legais. Eu sei o que eu sou. Não precisa tentar me animar porque eu realmente não tô deprimida. Mas tá parecendo com essa conversa né? Hahahaha (tô rindo de mim mesma, isso acontece sempre). Eu só não tenho uma visão muito romanceada da vida, ou pode ser o contrário: tenho demais essa visão. Sempre tive uma certa rejeição a blogs por causa disso, achava que era só uma forma de se ser mimado pelos amigos quando o baixo-astral chegasse. “Eu li no diário/blog que ela tá muito triste...” bléee!!! Não é o caso, só quero escrever besteiras. É pra balancear, porque eu já falo besteiras demais... ã!
Argh! Textos grandes de internet são muito chatos! :)
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